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Artigo

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Carreiras UniFTC: Plantas medicinais e práticas integrativas ampliam oportunidades

Por Alessandra Guedes

Foto: Divulgação

As plantas medicinais (PM) são espécies vegetais, cultivadas ou não, utilizadas pela população com propósitos terapêuticos. Seu uso como recurso para este fim data de épocas pretéritas e é possível afirmar que a história das plantas medicinais está entrelaçada com a história da própria humanidade. 


Sabe-se que no passado existiam limitações quanto à disponibilidade de recursos terapêuticos destinados ao tratamento de doenças. Ao observar a natureza através do comportamento de animais, em especial quando adoecidos, os quais recorriam ao consumo de distintas espécies de plantas; o homem passou a incorporar esta prática em seu cotidiano. Diversas espécies de plantas utilizadas por civilizações antigas, ainda tem aplicabilidade no tratamento de patologias, a exemplo do alho, sene, losna, entre outras. Vale ressaltar que o uso de plantas medicinais por comunidades primitivas estava associado a rituais religiosos de cura.


O estudo de PM e suas aplicações no tratamento de patologias é definido como Fitoterapia, a qual é uma prática recorrente no Brasil e no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimava que na metade da década de 2010, cerca de 80% da população mundial utilizava plantas medicinais na atenção primária à saúde. É importante enfatizar que a Fitoterapia se fundamenta em experiências praticadas pelo homem ao longo de gerações e a partir de evidências científicas obtidas através de estudos com plantas medicinais, os quais demonstram a efetividade e segurança do uso destas.  No Brasil, a recomendação da incorporação da Fitoterapia nos serviços de saúde foi sugerida no relatório final da 8ª Conferência de Saúde em 1986. Assim, em 2006, atendendo a demanda popular e as recomendações da 8ª Conferência de Saúde, foi aprovada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). 


A PNPIC legitimou inicialmente a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) de 5 tecnologias terapêuticas consagradas e consolidadas no Brasil e em outros países, entre elas a Fitoterapia, Acupuntura/MTC, Medicina Antroposófica, Homeopatia e Termalismo. As práticas integrativas (PICs) foram adotadas com o objetivo de ampliar a oferta de serviços no SUS, aproximar os usuários do SUS aos profissionais de saúde através de uma escuta acolhedora e assim desenvolver um vínculo terapêutico e maior integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade, além de prevenir agravos à saúde por meio de práticas voltadas para um cuidado continuado, humanizado e integral da saúde. Neste contexto, as PM e a Fitoterapia tornam-se um recurso terapêutico complementar para os profissionais de saúde considerando, o histórico, as experiências efetivas destas na prevenção e no tratamento de doenças e o crescimento deste segmento nos últimos anos.


Estes fatos tornam evidente que o investimento em capacitações por meio de cursos na área de PM e Fitoterapia é uma excelente oportunidade para os profissionais de saúde, possibilitando uma ampliação na área de atuação. A capacitação dos profissionais de saúde, respaldados legalmente por seus conselhos de classe, pode permitir que estes invistam na sua atuação clínica, por meio de consultórios, como também garantir sua atuação em serviços de Fitoterapia implantados no SUS, estimulando o uso adequado de PM e da Fitoterapia.

 

*Alessandra Guedes é doutoranda em Biotecnologia, mestre em Química,  especialista em Metodologia do Ensino Superior e graduada em Farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). É professora do curso de Farmácia da Rede UniFTC.

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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