Sheila revela o real motivo da saída do Tchan e sobre fama de agressivo de C. Washington
A ex-dançarina do É o Tchan, Sheila Mello, conversa com a Coluna Holofote e revela planos para o futuro, como está o relacionamento com o ex-nadador Xuxa e evita falar do seu ex-namorado, Alexandre Pires. Além disso, revela que sente saudades da época do É o Tchan, os sacrifícios que teve que fazer no grupo e o real motivo de sua saída. Confira!

"Já estávamos envolvidos até o pescoço no reality, só não quis me expor e beijá-lo lá dentro em respeito à minha família"
Coluna Holofote: Depois que deixou o grupo É o Tchan, o que passou a fazer para ganhar a vida?
Sheila Mello: Teatro e continuei fazendo campanhas. Assino algumas grifes.
CH: Por que resolveu participar do realithy show "A Fazenda 2"?
SM: Eles me convidaram para o primeiro projeto e eu não me sentia confortável com tanta exposição. Assisti o primeiro “A Fazenda” e vi o respeito com que eles tratavam os artistas. Além disso, eu tinha algumas intenções profissionais que eu consegui realizar depois do programa.
CH: Foi verdade que, para aceitar a participar deste programa, você exigiu fechar contrato com a emissora para participar de novelas?
SM: Não. Já existia um namoro. Já tinha tido algumas reuniões para eu entrar no núcleo de dramaturgia independente da Fazenda. Mas, não teve essa imposição.
CH: Você já estreou como atriz?
SM: Já fiz 10 peças e um curta metragem.
CH: Na casa você fez algumas revelações sobre os ensaios da Playboy como, por exemplo, que quando entrou para o grupo É o Tchan constava uma cláusula no contrato que teria que posar numa revista masculina. Mas, depois, você acabou gostando do resultado e posando mais uma vez. Você teria coragem de posar de novo?
SM: Não. Agora não posaria. Posei quatro vezes. Adorei os ensaios e tudo o que me trouxeram como dinheiro e notoriedade. As dançarinas do É o Tchan trabalharam com produtos que exploravam a imagem e eu gostava disso. Mas, agora, não faria de novo. Todas as vezes que fiz foi por dinheiro e, nesse momento, estou numa situação financeira boa.
CH: O que você faz para manter a forma?
SM: Alimentação equilibrada. Cortei arroz branco e só como coisas integrais. Abomino fritura. Quando vejo, me da até frio na barriga. Doce, só nos finais de semana.
CH: Já apelou para o bisturi alguma vez?
SM: Já fiz duas vezes. Lipo-escultura na cintura e prótese mamaria.
CH: Enfim, você se rendeu aos encantos do Xuxa. Como está a relação?
SM: Está ótima. Intensa como lá dentro. Só que aqui dá para dar beijo na boca e dentro da casa não dava. Porque eu não quis beijo lá pensando na minha família.
CH: Você ainda mantém contato com os ex-integrantes do É o Tchan?
SM: Sim. O Jacaré é um dos meus melhores amigos. A Carvalho, a gente se fala muito. Inclusive, eu tenho uma produtora em Salvador e ela faz muito trabalho com meus empresários. Eu fiz uma matéria em Salvador e aceitei só para poder reencontrá-la e combinamos de nos arrumarmos juntas no mesmo quarto para o carnaval.
CH: O que mais te incomodava na época que era dançarina do grupo?
SM: Não descansar. Depois de dois anos começou a ser um sacrifício não dormir.
CH: E o que você mais gostava?
SM: A oportunidade de conhecer tantos lugares e pessoas. Realizei o sonho de conhecer Xuxa, Didi, Roberto Carlos, Silvio Santos. O grupo me proporcionou as melhores coisas da vida.
CH: Você não participou do último DVD que reuniu todos os integrantes que passaram pelo grupo. Por quê? Alguma mágoa?
SM: Não participei porque tinha saído há um ano e na época estava com um projeto com o Silvio Santos e uma peça de teatro. Além de estar fazendo minha faculdade de artes cênicas. Eu queria dar continuidade ao meu novo projeto de vida.
CH: Se você recebesse uma proposta de uma outra banda para voltar a ser dançarina, aceitaria?
SM: Não. Tem projetos de dança que eu faço. Teve um congresso de dança na Índia que eu fui dar aula de Zuk. O Woshington foi cantar em Portugal e me mandou um recadinho e eu iria porque sou louca para conhecer a Europa. Não fui porque fiquei na Fazenda. Mas, ser dançarina, não mais.
CH: E a relação com o Beto Jamaica e o Washington?
SM: Bem. Eu falo com eles e é uma sensação gostosa por tudo que passamos juntos. Reconheço tudo que eles me proporcionaram.
CH: Como a Sheila Mello quer passar a ser lembrada daqui pra frente?
SM: Eu sei que represento uma coisa para cada pessoa. Eu gosto que as pessoas lembrem de mim como verdadeira e alegre.
CH: Depois do reality, sua vida mudou de que forma?
SM: O reality não mudou minha vida como o É o Tchan. Ele me deu uma consciência pessoal. Fora que conheci o Fernando Lá. A mudança grande foi essa.
CH: Você já tem alguma proposta para participar de novela?
SM: Ainda não.

"Abomino fritura. Quando vejo, me da até frio na barriga"
CH: O que mais te atraiu no Xuxa?
SM: Ele é uma pessoa muito bondosa, eu sinto isso nele. Ele tem coragem de assumir sentimento. Sempre falo isso pra ele.
CH: Por que dentro da fazenda você resistiu a ele?
SM: Não é que resisti a ele. Já estávamos envolvidos até o pescoço, só não quis me expor e beijá-lo lá dentro em respeito à minha família.
CH: Você pensa em ter filhos e formar família?
SM: Eu penso em namorar ainda (risos). Claro que quero ter filhos. Mas, ainda não conversamos sobre isso.
CH: E filme, você está fazendo algum?
SM: Não. Gravei alguns curtas.
CH: Quais são seus planos daqui pra frente?
SM: Meus planos é me firmar na carreira de atriz. Quero continuar na faculdade de educação física e atuar na área. Além disso, quero ter um negócio na área de bem estar e beleza.
CH: Você manteve um relacionamento duradouro com o Alexandre Pires. Se arrepende de algo que deixou de fazer por conta dele?SM: Opa! Essa pula.
CH: Depois que encerrar o contrato com a Record, o que você pretende fazer da vida?
SM: Penso no presente e quero dar conta do que me propus a fazer.
CH: O cumpadre Washington tinha fama de violento. Você já passou por alguma situação difícil com ele?
SM: Quando eu tinha problema no Tchan era com o Washington que eu conversava. Ele tem um coração gigante. Era para ele que eu apelava. Nunca tive problemas no grupo. Saí por motivos pessoais.
Por Driele Veiga
