Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Empresário da Djavú desmente acusação de plágio e fala da ex-ligação com a TV Aratu

E a novela continua. Sempre respaldada na democracia e no direito de resposta, a Coluna Holofote abriu espaço para que o empresário da banda Djavú, Paulo Palcos, se pronunciasse sobre as últimas notícias a respeito da banda, que dão conta de que a Djavú surgiu de um plágio da banda Ravelly. Nosso entrevistado veio de longe, direto de Capim Grosso (BA), para conversar e explicar aos leitores de onde vem tantas acusações: "Eles querem conquistar um espaço que não conseguiram conquistar no mercado e querem fazer isso em cima da Djavú". E não é só. Paulo também fala do compromisso que existia entre a banda e a TV Aratu, se defende dizendo que a Djavú não é banda de uma música só (Me Libera) e diz que sua banda vai conquistar o mundo. Ah! Palcos diz que a Djavú tanto não é plágio que até criou um novo ritmo, em cima do tecnobrega. O papo foi um tanto quanto acalorado e em um dado momento, saiu até uma faísca entre esta coluna e o empresário, mas nada que não fosse contornado. Enfim, caríssimo leitor, está aí mais uma peça para você quebrar a cabeça. Boa sorte!




"A banda Ravelly pensa que nós somos plágio porque estamos estourados no Brasil com um ritmo que é da terra deles" 



Coluna Holofote: Há quanto tempo existe a banda Djavú?
Paulo Palcos:
Na verdade, o projeto da banda Djavú existe há mais de 10 anos, só que a banda só tomou uma dimensão maior há um ano.



CH: O que é que você chama de “projeto”?
P.P:
A banda já existia, com esse nome, com o projeto, mas sem o DJ e sem esse ritmo. Era uma banda que tocava forró, tocava pagode, tocava vários estilos, um pouquinho de tudo.



CH: Como começou a sua relação com a Djavú?
P.P:
Há muito tempo, porque eu já mexo com evento há muitos anos. Tudo que eu fazia era ligado a eventos. Eu sou natural de Baixa Grande, mas moro em Capim Grosso desde 1992, então eu me considero de Capim Grosso também. E a banda Djavú é de lá, a banda Djavú é baiana. Banda Djavú, que depois virou banda Djavú e DJ Juninho Portugal, há um ano atrás, devido à junção com o DJ Juninho Portugal, que já conhecia o cantor há muito tempo e esse DJ tem muita bagagem, porque ele passou muito tempo na Europa, foi  produtor de uma banda lá em Portugal, uma banda de projeção e que fez muita televisão na época. Então, o DJ é um cara descolado.



CH: A banda Djavú surgiu do nada e de repente, um sucesso estrondoso. Como foi isso?
P.P:
Teve uma matéria do Fantástico uma vez, em que a Regina Casé da Globo fez uma reportagem no Pará dizendo que o tecnobrega seria o novo ritmo do momento, mas esse ritmo já existe no mercado há mais de 10, 15, 20 anos. Então, quando a gente viu que a tendência seria aquele ritmo, a gente juntou músicas do Mato Grosso, músicas do Pará, músicas do Ceará e mudamos um pouco a batida, porque o tecnobrega é muito rápido e o DJ nosso, por ser um DJ muito inteligente, ele baixou a batida um pouquinho, mudou o tom da batida e deu no que deu: esse sucesso todo.



CH: Mas por que você acha que caiu assim no gosto popular? A que se deve isso?
P.P:
Foi Deus. Quando ele quer e abençoa e o povão acredita também e vai atrás, aí se torna esse sucesso todo. Sem Deus e sem o povão abraçando também, não seríamos nada.



CH: A banda Djavú é banda de uma música só? 
P.P:
Não. A banda Djavú é banda de várias músicas e inclusive tem uma música na novela da Record (Bela, a Feia) e já tem uma música em pauta para entrar no programa A Fazenda da Record também e uma música, uma versão da Nádila que está prestes a entrar na novela “Cama de Gato” da Rede Globo, está em pesquisa.



CH: Você tem receio de que a banda caía no esquecimento daqui há algum tempo como acontece com a maioria das celebridades instantâneas?
P.P:
A gente está escutando essa conversa desde quando surgimos e fizemos sucesso há um ano atrás. O povo fica falando “isso é passageiro, isso é passageiro”... Mas é tão passageiro que está indo para o mundo todo. Como é que é passageiro e a gente está indo para o mundo todo? Nós temos um cantor excelente, uma cantora de uma voz maravilhosa, um DJ cheio de tecnologias, que estudou no mercado musical internacional. Então, é só a gente inovar porque, com inovação, se Deus quiser, a gente vai permanecer no mercado por muito tempo.



CH: Qual a ligação da banda Djavú com a TV Aratu?
P.P:
A gente tinha um acerto, um compromisso com o Pida, então o Pida por ser da TV Aratu, fez a propaganda na TV Aratu que, inclusive, não está mais. A gente não tem exclusividade com TV nenhuma, nem com canal de jornal nenhum. Nós somos uma banda independente e a gente pode firmar parcerias com qualquer emissora de televisão ou rádio do Brasil.



CH: Você acredita que o apoio da TV Aratu foi fundamental para esse “boom” da Djavú?
P.P:
Todos os apoios foram fundamentais. Do camelô ao cara do carro de som, a todos das TV’s, dos rádios, todos foram importantes e não só a TV Aratu.



CH: Você disse agora há pouco que a banda está estourada no mundo inteiro.Como está a agenda de shows da banda hoje, vocês já saíram do Brasil?
P.P:
A gente tem algumas propostas de Portugal, dos Estados Unidos, recebemos também um convite para ir à Copa do Mundo junto com a Seleção Brasileira e ainda estamos estudando isso, porque vai ser no período junino e a gente está com muita expectativa para esse São João. Então, a gente está preocupado em ir para a África do Sul fazer a Copa do Mundo e desfalcar a gente nesse mês, que é um mês lucrativo na Bahia e no Nordeste.



CH: E no Brasil? Como está sendo a receptividade do público, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do País?
P.P:
Olha, nós já tocamos em, praticamente, todos os estados do Brasil. Só ainda não fizemos o Sul do país, mas já estamos indo, já temos agenda para irmos para lá. Mas no Nordeste, nós já tocamos nas grandes cidades como Aracaju, como Fortaleza agora recente e vamos fazer em janeiro, também, fizemos em Alagoas. Olha, fizemos praticamente em todo o Brasil mesmo.



CH: E como está sendo a receptividade do público por onde a Djavú passa com esse novo ritmo?
P.P:
Na verdade não é novo, né? Comenta-se que o ritmo surgiu em Pernambuco, outros dizem que surgiu no Pará, mas a gente conhece o ritmo como advindo do Pará. Só que a gente faz um ritmo diferenciado, porque a gente baixou a batida, como eu te falei do DJ Juninho. Então, praticamente, a gente criou um novo ritmo. Porque a gente pegou um ritmo que estava lá no Pará e baixamos a batida e deixamos ele mais lento, por isso que deu esse sucesso. E ainda tem a voz da menina, que contribuiu para ter uma repercussão melhor. 



CH: Com o sucesso da Djavú, uma outra banda, a Ravelly, apareceu do nada dizendo que a Djavú é um plágio da mesma. É verdade?
P.P:
Não é só a banda Ravelly que acusa. Olha, tem tantos paraenses que me ligam pedindo parcerias. Na verdade, a banda Ravelly pensa que nós somos plágio porque a gente está estourado no Brasil todo com um ritmo que é da terra deles. Então, não só ela, como várias bandas vão aparecer dizendo que isso e que aquilo, à procura de mídia. Então, como achar mídia? Acusando quem já está na mídia de plágio.



CH: O que você sabe e pensa sobre o jornalista Timpin?
P.P:
Não sei quem é, não o conheço.



CH: Pois é. A última entrevista do site foi com este jornalista e ele relata muitas histórias e pesquisas que ele tem feito sobre as bandas Ravelly e Djavú. Dentre algumas das suas descobertas, ele cita o plágio da Djavú à banda Ravelly. De onde você acha que vem essas histórias?
P.P:
Na verdade, numa notícia do Bahia Notícias sobre a gente, tem algumas verdades, sim. Mas também, tem muita coisa a nosso respeito que a gente não é. Primeiro que vocês falam que nós somos uma quadrilha, depois vocês falam...



CH: Só um minuto: não fomos nós quem falamos. Nós apenas citamos uma matéria, um estudo feito pelo jornalista Timpin. Nós apenas informamos aos nossos leitores, que é um direito deles e uma obrigação do jornalismo, a existência de uma história nesse sentido, mas não fizemos nenhum juízo sobre o fato...
P.P:
Eu sei, concordo, eu sei disso. E você como jornalista sabe que a mídia vive disso, né? E tudo que é foco hoje, que dá audiência, a mídia corre atrás. Então ele (Timpin), como mais um de muitos, quer justamente isso: audiência. Mas é o trabalho dele e eu respeito. Essa é a minha opinião sobre o assunto.



CH: Você já tinha um conhecimento prévio sobre a banda Ravelly?
P.P:
Sim, conhecia. Mas eu conheci a banda Ravelly depois que eu conheci a banda Djavú. Antes da Djavú, na verdade, porque em todas as cidades que a gente ia para divulgar a Djavú, lá já tinha a banda Ravelly, ela já estava no mercado. Ela e uma outra banda chamada “Puro Desejo” que era sócia deles e eles se desvincularam e eu acho que foi em cima dessa falha deles aí que a Djavú conseguiu o seu espaço. Eles brigaram e nessa briga deles, nós entramos no mercado.




"A Djavú recebeu um convite para ir à Copa do Mundo junto com a Seleção Brasileira, mas ainda estamos estudando isso" 



CH: Eu perguntei se você tinha um conhecimento prévio da Ravelly porque Timpin nos informou que você conhecia a banda, sim e que, inclusive, montou a Djavú como “vingança” por ter contratado a banda Ravelly para se apresentar em Capim Grosso e eles terem quebrado o contrato com você e terem fechado com outro empresário da região.
P.P:
Não, isso é mentira. A banda Ravelly já existia, já estava tocando em nossa cidade e isso aí é fato consumado.



CH: Então, você nunca quis contratar a Ravelly?
P.P:
Não, não. Alguém da minha cidade foi que ligou e contratou. A banda Ravelly quando fez um show na minha cidade, em Capim Grosso, a minha cantora, a cantora Nádila, ela cantou uma música em cima do palco, junto com a banda Ravelly. Foi isso.



CH: Timpin também disse que o problema da banda Djavú é que ela toca músicas de outros grupos e compositores e diz que é sua. Isso procede?
P.P:
Ele deve estar falando da música “Me Libera”. Essa música é a nossa música de trabalho e a gente tem comprovante de que essa música foi comprada. Nós pagamos R$ 7 mil ao compositor Alemax, que é lá do Pará. Nós temos os comprovantes de depósitos, inclusive no meu e-mail, entendeu? O Alemax viajou com a gente em uma turnê pelo Piauí, ele é um rapaz moreno parecendo um índio e ele nos deu essa música. Não só essa como mais duas músicas, só que as outras duas a gente não regravou. A gente quis só essa aí e nós pagamos R$ 7 mil por ela. E as outras músicas como “Rubi”, todas as outras músicas que ele fala que a gente copiou, a gente já está conseguindo a liberação para gravar pela gravadora oficial, porque até agora nós não gravamos original. Quem gravou foram as gravadoras lá de São Paulo, sem a nossa autorização.



CH: Na sua opinião, essas pessoas estão querendo ficar famosas às custas da Djavú?
P.P:
(risos) Sem dúvida. Eles querem conquistar um espaço que não conseguiram conquistar no mercado e querem fazer isso em cima da Djavú. Mas isso é óbvio, isso é típico do mercado musical hoje.



CH: Você teme que o público crie uma imagem negativa da banda diante desses fatos e acusações?
P.P:
A nossa preocupação maior é com o nosso público, com os nossos fãs. E eu acho que, antes de tudo, a gente tem que ter respeito com Deus. E se Ele deu esse caminho para a gente seguir e se Ele quiser que acabe amanhã, só depende Dele. Mas se Ele não quiser que acabe amanhã, vai durar muito tempo. Essa questão de ser plágio, quem é do mercado musical sabe disso, quem é do ramo, do meio artístico sabe que isso não existe. Plágio é você pegar uma banda como a Djavú e botar o nome Djijavú, DJ Javú, Djavú do Brasil...Isso é que é ser plágio. Nós temos um nome diferente e registrado, temos músicas próprias, temos músicas que a gente regravou do Mato Grosso, mas que já temos liberações. Porque, qual banda não quer ter uma música regravada por Ivete Sangalo, por Aviões do Forró, por tantas bandas famosas? Isso aí é nada mais, nada menos que inveja.



CH: Vocês já tocaram lá no Pará?
P.P:
Não. Mas nós temos convite, sim. E iremos. Na turnê de 2010 nós vamos passar por lá, sim. O povo do Pará tem nos ligado, bandas têm nos ligado para fazer parcerias, empresários também. Eu nunca fui no Pará, como dizem aí que eu fui no Pará e roubei o ritmo. Eu nunca fui no Pará na minha vida, mas tenho amigos lá, consegui amigos no Pará, através de contato no mercado, meu telefone toca do Pará e a gente está bem no Pará, estamos tocando no Pará. Apesar do ritmo ser de lá, os paraenses gostam da Djavú.



CH: O que você tem a dizer a essas pessoas que estão fazendo tais acusações a Djavú?
P.P:
Não. Só peço a eles que se apeguem com Deus e que trabalhem, que busquem fazer seu sucesso próprio e que deixem as pessoas trabalharem, porque a gente só quer isso: trabalhar.



CH: E aos fãs da banda?
P.P:
Aos fãs eu agradeço pelo carinho, pela receptividade Brasil afora e dizer que 2010 vai ser um ano maravilhoso, vai vir cheio de glórias para nós e para todos os fãs da Djavú e que tenham um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações.

 

 

Por Fernanda Figueiredo

 
 
 
 
 

Compartilhar