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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

João Coelho fala de projetos da TV Aratu e anuncia novidade para o Carnaval 2011!

Por Rafael Albuquerque

Por Rafael Albuquerque

Fotos: Tiago Melo / BN

 

 

Coluna Holofote: Televisão pra você é um negócio de família ou você gosta mesmo?
João Coelho: Independente de ser familiar, é um negócio como qualquer outro, muito dinâmico e envolvente. Tem que ser tratado como qualquer outro negócio, independente de ser familiar.


CH: Mas você gosta de dirigir a TV Aratu?
JC: Eu comecei a estagiar em TV há 11 anos, no SBT em São Paulo, então eu gosto muito.


CH: Como você avalia a TV na Bahia?
JC: A TV Aratu se posiciona em querer se diferenciar pela audiência local. Existe na Bahia um horário nobre, onde o share (participação de audiência) é maior que em outros estados que é de 12h às 14h30. Esse é o horário em que o número de TVs ligadas na Bahia é maior e, por isso, existe uma disputa muito grande. Em outros Estados isso não acontece.


CH: A TV Aratu investia bastante em esporte. Hoje, como está a TV com relação ao esporte?
JC: A gente está sem um programa local de esporte, mas não deixamos de mostrar gols. Continuamos mostrando os gols e os fatos jornalísticos mais importantes. Devemos voltar com um programa de esportes em 2011 por causa da copa do mundo e olimpíadas no Brasil e também por causa do Bahia na 1ª divisão (risos).


CH: Já tem alguma definição de formatação de programa e de quem será o apresentador?
JC: Ainda Por enquanto só existem conversas. Eu penso que temos que entrar no jogo para fazermos bem. Se já tem outras emissoras fazendo isso muito bem, então não adianta sermos o 4º lugar. Queremos estar em 1º ou 2º, e por isso não adianta montar um produto para não brigar pela audiência.


CH: Vocês colocaram Belo para apresentar um programa aos domingos, numa iniciativa ousada. Há projeto para programa em formato semelhante ao de Belo?
JC: O caso de Belo foi interessante. Foi uma iniciativa ousada. Ele tem um público muito grande no Brasil, mas infelizmente por causa da agenda ele não pode mais gravar. Mas temos que arriscar e fazer diferente. Se não fizermos isso, teremos que aceitar ser 3º ou 4º. Por enquanto não há em vista um projeto semelhante ao do programa de Belo.


CH: Quais as principais diferenças da TV Aratu de ontem e de hoje, após a modernização?
JC: A TV Aratu tem uma coisa antes da modernização que é a grande ligação com o povo. A TV foi Globo, foi Manchete, foi CNT e agora é SBT, e por isso tem todo o vinculo. É lógico que a TV tem que sempre se profissionalizar e adequar, independente de manter a tradição. Temos que ser competitivos com produtos com audiência e viáveis, e a gente está conseguindo.


CH: Desde quando a TV Aratu retransmite o sinal do SBT?
JC: Há 13 anos.

 

 


 



CH: Não há como negar o fenômeno dos programas populares no Brasil e na Bahia. Essa é será a grande aposta da TV em 2011?
JC: Os tipos desses programas diferem por região, mas eu acho que a tendência em Salvador é diminuir. Porque a gente fala em violência, mas você pode ter um formato menos violento, ainda mais nesse horário que a gente faz aqui que é das 12h às 14h, hora do almoço. Tem cenas realmente sensacionalistas nos programas de todas as emissoras. Muitos apontam o SBT e outras emissoras, mas quem faz isso melhor é a Globo.


CH: O Na Mira deverá passar por modificação por conta dos problemas com o MP-BA?
JC: Com o Ministério Público Estadual não há nenhum tipo de problema. Existe uma limitação, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi feito e que está sendo cumprido. Não há problemas com as cenas exibidas e os programas estão indo ao ar normalmente.


CH: Como está a audiência do Na Mira?
JC: hoje é 3º lugar de audiência, com a Record em 1º e a Globo em 2º lugar.


CH: Mas atualmente qual o programa da TV Aratu que mais incomoda a concorrência?
JC: Temos o programa Universo Axé, que não tem violência, não é jornalismo social, mas que fica em 2º e que perde só da Globo passando à frente da Record. Temos que diferenciar na programação local. Não é só o jornalismo policial, social, não é só a festa, o pagode, temos que mesclar para ter uma audiência boa.


CH: Quando Uziel Bueno saiu do programa, a decisão foi substituir ela pela repórter Analice ou colocaram ela temporariamente e depois deu certo?
JC:
Não, ela nem era do Na Mira, ela fazia o QVP como repórter de Casemiro Neto. Queríamos fazer o diferencial colocando uma mulher. Ela tem picos bons de audiência e o programa deve continuar com ela, a apresentadora Analice Sales.


CH: Mas a audiência do programa está melhor agora ou na época de Uziel?
JC: Tem a mesma audiência que Uziel tinha quando saiu daqui. Ele teve um pico e passou três meses ganhando da Globo e da Record, e depois estabilizou, que é o caso dela. O diferencial dela é ser mulher que mostra a realidade, o dia-a-dia. Por ser uma mulher e apresentar da maneira que ela leva, achamos que ela só tem a crescer.


CH: Como a TV Aratu se posiciona atualmente na audiência?
JC: Estamos em terceiro. Tem a Globo em 1º, a Record em 2º e a TV Aratu em 3º. Tem dois anos que a Record passou a Aratu na média (de 7h às 19h). Isso vem acontecendo em algumas praças do Brasil pela força da Record e pelo dinheiro da igreja (IURD) que é investido nas madrugadas nacionais e em todo o Estado. Hoje a gente conceitua a TV em Globo e Igreja.


CH: O Bispo Edir Macedo esboçou interesse em comprar horários no SBT após o anúncio da crise na emissora de Silvio Santos. Há alguma preocupação por parte da TV Aratu com relação a isso?
JC: Já teve conversas de Igrejas com o SBT muito antes disso. Aliás, já houve conversas da Universal com o SBT e a Globo. É uma realidade termos um concorrente que tem um dinheiro, digamos assim, não tributado, que entra nas TVs da Record e ajuda bastante. Já existiram propostas para a madrugada da Record e do SBT, e a informação que eu tenho é que nenhuma emissora deu sequer resposta.


CH: Fala um pouco do site Aratu Online. Vocês transmitem a programação ao vivo?
JC: Sim. O diferencial que a gente enxerga no Aratu Online é o streaming, a transmissão ao vivo. Hoje você pode acessar 24 horas por dias, de qualquer país, a programação do SBT e da TV Aratu. Isso é bacana. No carnaval é muito bom, pois há muitos brasileiros morando fora. Se eu não me engano, o site é o terceiro ou quarto na Bahia.

 


 



CH: Dentro do site, há o Universo Axé, que se tronou um programa da Aratu. Como vem sendo a receptividade e quando surgiu a ideia de colocar entretenimento nesse horário tão concorrido?
JC:
Já tinha o Universo Axé no site, que representa 35% de page views do Aratu Online, e a gente resolveu aproveitar isso para a TV e foi em um horário bom porque a gente está sempre como vice-líder. É um programa de festas diário, e ninguém faz isso aqui na Bahia.


CH: E quais os projetos para o verão?
JC: Faremos a cobertura de algumas festas e ensaios, mas dentro do projeto de verão da TV Aratu tem as festas populares como Conceição da Praia, Iemanjá, Bonfim, etc. Teremos flash e cobertura jornalística nos eventos. Queremos esse diferencial na grade porque o povo gosta de se ver na TV.


CH: Podemos dizer que a TV Aratu está tendendo mais para o lado do entretenimento?
JC: Sim, perfeitamente. A avaliação é tender para o lado que dá mais audiência. E nesse momento de festa, de verão, no que podemos fazer de diferencial, o entretenimento conta bastante.


CH: É verdade que em 2011 a TV Aratu e o SBT farão a transmissão nacional do Carnaval de Salvador?
JC: O Aratu Folia virou o SBT Folia, com a co-produção da TV Aratu. Serão 14 horas de transmissão nacional de sexta-feira a domingo de carnaval. Na quinta de carnaval só faremos transmissão local. O grande diferencial vai ser essa transmissão nacional, que conseguimos com a abertura de grade do SBT. Vamos ter Eliana e Celso Portiolli trabalhando. O programa da Eliana será apresentado no domingo de Carnaval direto do Campo Grande.


CH: Como será a estrutura física para essa transmissão?
JC: A estrutura no Campo Grande é igual a de todas as emissoras, e na Barra estamos no Monte Pascoal, onde a Band fez durante algum tempo. Teremos um espaço para pessoas do mercado paulista, teremos a novidade do 3D, onde o cantor vai poder colocar o  óculos no trio e se ver, são muitas novidades. Será muito oportuna essa transmissão nacional.


CH: Foi uma iniciativa da TV Aratu?
JC: Já tem 10 anos que eu tento isso, e agora eu convenci o pessoal lá (risos). Com certeza o impacto do SBT Folia será muito grande. Fomos a emissora oficial do carnaval deste ano e 2011 não vai ter para ninguém.


CH: A transmissão será totalmente digital?
JC: No ano passado já transmitimos o carnaval da Barra no formato digital, e esse ano será completamente digital. Tem também o lance do 3D, mas eu não posso falar muito ainda.


CH: Agora, o SBT e a TV Aratu não estaria indo na contramão, já que a Band já diminuiu o tempo de transmissão do carnaval de Salvador para priorizar outras cidades?
JC: Não, a Band que está indo na contramão por falta de patrocínio. A gente entende que fazemos uma transmissão superior à dos concorrentes, mesmo que só local. A gente tem esse feed back dos artistas, de quem produz a festa. Já temos quatro cotas nacionais: Banco do Brasil, Claro, Embeleze e Governo da Bahia. É lógico que precisamos da viabilidade econômica. Eu acho que quem tiver visualizando o carnaval como transmissão, como negócio, vai estar sempre na mão certa.


CH: Tem alguma outra novidade para 2011 que você queira apresentar?
JC: A nova maior novidade vai ser mesmo a transmissão nacional do Carnaval, e isso pra nós tem um valor muito grande. Essa transmissão pode nos possibilitar outras transmissões nacionais. São Paulo aceitou isso porque pensou em rede, e isso é bom porque a concorrência é grande e temos que estar unidos.

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