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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Conheça um pouco mais Leandro Guerrilha,um dos maiores locutores e o mais novo contratado da Tudo FM

Por Fernanda Figueiredo

Com quase 18 anos de profissão, o radialista Leandro Guerrilha parece que começou a sua caminhada no rádio ontem, tamanho é o seu entusiasmo ao falar desse veículo que, há tantos anos, atinge o maior número de pessoas com sua linguagem fácil, sua mobilidade, enfim, com todas as características inerentes a um veículo que, mesmo com o advento da televisão, continua sendo uma realidade para as donas-de-casa, os taxistas, nos bares, nas empresas, seu alcance é mesmo imensurável! Mas nem toda essa diversidade é capaz de tirar o ânimo de Leando quando o assunto é o contato com o seu ouvinte. Nos quatro anos que passou na Nova Salvador, criou uma relação íntima com seu público e, agora, é o mais novo contratado da Tudo FM, e garante aos antigos ouvinte que, com certeza vão junto com ele para a Tudo, afinal, como o locutor mesmo falou “jamais mudaria de rádio se não fosse para algo melhor, não só para mim, como para meus ouvintes”. E aos novos ouvintes, Guerrilha garante que fará jus ao nome do seu programa “ Bom Dia, Alegria” e  tudo o que não vai faltar é animação, palavras de incentivo. Para saber quando o programa estreia na Tudo FM, quais serão os quadros do programa e um pouco mais de um dos maiores locutores soteropolitanos, basta ler esta entrevista de alguém que ama o que faz. Dá gosto de ler!




"Eu quero deixar a minha marca de positividade no rádio"



Coluna Holofote: Rapaz, você entrou na “Dança das Cadeiras” das rádios baianas? O que lhe motivou a deixar a Nova Salvador e ir para a Tudo FM?
Leandro Guerrilha:
Desafio. Eu acho que a Tudo FM está se colocando no mercado como uma empresa de comunicação, não só como uma rádio, mas como um grupo de comunicação. E o sonho de Fabio Lima, o sonho de Ricardo Luzbel me encantou, no sentido de investir no produto, ver o profissional como um produto e foi isso que eu sempre busquei. Porque hoje, com a era da tecnologia, as pessoas se esquecem muito do ser humano, do talento do ser humano e a minha busca sempre foi mostrar que a tecnologia, sem o toque humano, não é nada. Porque a máquina vai e faz o que o homem quer, o que o homem comanda, nós é que comandamos.



CH: Você tinha quanto tempo na Nova Salvador?
LG:
Quatro anos. Não seguidos, mas interrompidos por seis meses, que foi quando eu fui para outra emissora, justamente para fazer uma coisa que eu achava que ia ser legal, pela empresa, mas acabou que eu cair nessa coisa de tecnologia, da máquina, de valorização apenas da megaestrutura, não o toque, o jeitinho do profissional.



CH: Então, pelo que você está falando aí, você estava insatisfeito na Nova Salvador ou saiu mesmo pelo convite da Tudo? Tipo, já era uma coisa que você estava querendo?
LG:
Na verdade, eu tenho um projeto de vida, um projeto profissional, a minha colocação. Eu quero deixar a minha marca de positividade no rádio. Porque, por exemplo, o conceito de música gospel, a introdução dela no rádio – porque antes, no chamado mercado secular, não se tocava música gospel  e hoje as rádios tocam, as novelas tocam música gospel - , tivemos a coragem de fazer isso, há 10 anos introduzimos a música gospel no rádio e na época era uma loucura porque as pessoas diziam que eu era pastor, profeta, de igreja e eu nem tenho religião.



CH: E por que introduzir a música gospel no rádio, por que essa vontade?
LG:
Pela mensagem. E pela necessidade das pessoas. Eu me lembro que uma vez, eu estava no carro e eu precisava ouvir uma coisa boa no rádio, ouvir uma palavra de conforto, de alegria e aí, eu não encontrei. E eu ouvi uma mensagem uma vez que diz: “sentiu uma necessidade, atenda-a”. O pai ensinou ao filho isso. Então, eu pensei “ ah, já que eu sou radialista, eu vou criar um programa que só fale coisas boas” e eu só falo de coisas boas em meu programa. No meu programa não tem espaço para notícia ruim, acidente, tragédia, nada. Eu só falo de coisas boas mesmo. “ Você vai conseguir os seus objetivos”; “saia com alegria”; “melhore o seu relacionamento com a família”; “melhore o seu relacionamento com o namorado, com o marido, dê bom dia às pessoas”, entendeu? É o que eu tento fazer: espalhar a positividade, a alegria, de uma neira muito leve.



CH: A rádio Tudo FM tem um cunho bastante jornalístico, geralmente entram boletins e entram notícias que saem no site Bahia Notícias. E no seu programa não vai ter lugar para notícias, vai ser só música?
LG:
Vai ter o jornalismo, sim, vai ter informação, vamos falar sobre shows, mas eu evito falar sobre tragédias, eu evito. Mas lógico que tem momentos que não tem como fugir, vai ter que falar, mas eu prefiro dar a informação sem tantos detalhes, sem carnificina. Tem que ser uma notícia qualificada.



CH: E as fofoquinhas terão espaço em seu programa?
LG:
Com certeza. Eu adoro fofoca, fofoca é muito bom. Tem coisa melhor do que falar da vida dos outros? É a vida dos outros que interessa à gente porque a nossa não interessa a ninguém, né?(risos)



CH: Como vai ser o seu programa na Tudo FM?
LG:
O conceito do programa “Bom Dia, Alegria” é “a sua manhã é tudo de bom. Bom Dia, Alegria”. Mas a gente tem a marca da rádio sempre associada a tudo, né? Porque tudo é alegria, tudo é positividade, tudo é o amor, tudo é Tudo. Agora eu estou com Tudo!



CH: Mas e o estilo musical, como vai ser?
LG:
A gente vai tocar de tudo. Agora, assim, a gente tem a preocupação com o que é tocar tudo. Porque uma música que as pessoas gostem não significa que seja o gosto da maioria, então, tecnicamente, a gente tem que buscar o que o ouvinte quer de verdade, o conceito do mercado. E a qualidade ela vem acompanhada não só do produto, como também de quem faz o produto, como o artista, o lugar do artista, entende?Nós vamos garimpar o que é bom no ritmo gospel, no sertanejo, não é tocar tudo indistintamente. Tem que ter critérios, conceitos. Porque, na verdade, o que o rádio faz é repetir o que as pessoas querem nas ruas. O rádio não faz o sucesso, o rádio reproduz o sucesso que vem das ruas.



CH: Agora, a gente sabe que muitas rádios aqui de Salvador são alvo de jabá, que os empresários pagam para ter o seu produto veiculado na rádio. Como é que vai funcionar isso em seu programa?
LG:
Essa história do jabá é histórica. Antes, o coordenador artístico da rádio, ele tinha total liberdade na programação e o que era jabá? Jabá era propina, no sentido da palavra mesmo. E quando se fala em jabá hoje é preciso ter muito cuidado, porque o que vem acontecendo é o seguinte:  existe um produto que está sendo lançado. Antes o artista ia diretamente falar com o locutor, pedir uma força. “Olha, toca lá a minha música”; “manda um alô pra minha barraca”. Isso era jabá. E geralmente trocava-se isso por cerveja, por favores, ingressos. Hoje, quem cuida disso são os donos das rádios, são pessoas envolvidas diretamente com a emissora. Nós, enquanto radialistas, não temos mais esse poder de fazer tocar qualquer coisa em rádio. Está muito aberto, está muito claro. Chama-se de promoção mesmo. O artista quer investir, a rádio pega essa verba e transforma em promoção para o ouvinte, investimento na própria emissora, então, isso não é jabá, isso é uma troca de interesses. Institucionalizaram a questão do jabá e hoje virou uma coisa promocional.



CH: Como você enxerga essa “Dança das Cadeiras” nas rádios baianas, esse troca-troca de locutor entre uma rádio e outra?
LG:
Como uma coisa muito boa. O rádio estava precisando disso, o rádio estava precisando de mudança há muito tempo. A rádio que é primeiro lugar, ela passou 14 anos deitada em berço esplêndido, onde não acontecia nada, as mudanças não eram tão badaladas como são hoje e essa mudança de locutores movimentou o mercado, mas não foi somente isso. O que provocou essa movimentação foi a vinda de novas emissoras para a Bahia.



CH: E você acredita que essa movimentação tem feito a audiência de rádios antigas e já consolidadas cair, principalmente a da Piatã FM?
LG:
Sim. Eu não sou nenhum especialista, mas eu acho que o processo na Piatã ainda está lento. A Piatã deveria investir mais ousadamente na reposição de seus comunicadores, mas ela continua sendo uma rádio conservadora, com medo de mudar.  O meu nome foi citado diversas vezes na emissora, só que, por uma questão de filosofia, uma questão de conceito, eu não aceitei o convite, preferi ficar na Nova Salvador e aí a Tudo FM foi mais ousada. Porque o que me fez aceitar o convite da Tudo foi o projeto da Tudo FM, que casa com minha proposta, minha linha editorial de programa e a Piatã FM não quis fazer isso.



CH: E com essa “Dança das Cadeiras”, o passe do radialista aumentou?
LG:
(risos)Melhorou, melhorou, né? Está tudo melhor, graças a Deus. E o radialista está sabendo se valorizar, está vendo a sua importância. Porque engana-se quem trabalha no rádio, no jornal, na televisão, e pensa que a máquina, somente, faz o trabalho sozinha. Tem que ter o toque do ser humano, tem que ter o jeitinho de cada um porque é isso que faz a diferença.



CH: Esse lado realmente é positivo. Mas você acredita que essa “Dança das Cadeiras” acaba fazendo você perder o público cativo que você adquiriu em tal rádio, por exemplo?
LG:
Olha, no meu caso é muito particular, porque eu tenho uma relação muito próxima com o meu público, mas é muito próxima mesmo. Eu tenho blog, eu tenho um canal direto com o meu ouvinte, cartas, tenho um CD de mensagens, que está no sétimo volume, meus ouvintes sabem tudo o que eu faço, porque eles são o meu maior patrimônio e eu faço questão deles comigo e eu tenho muito cuidado com isso. E lhe digo, com certeza, que eles vão me acompanhar. Ah, ele vem, ele vem com Tudo! E eu vou ganhar mais porque, além de trazer os ouvintes que já me acompanham, eu vou ganhar os ouvintes da Tudo FM.
 



Por Fernanda Figueiredo

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