No Senado, CFM defenderá MP do Mais Médicos
O discurso do Conselho Federal de Medicina (CFM) mudou e o presidente da entidade, Roberto d'Avila, disse nesta sexta-feira (10) que vai defender no Senado a manutenção do texto original da Medida Provisória que cria o Programa Mais Médicos, aprovado na quinta (9) pelos deputados da Câmara. Apesar de o documento transferir para o Ministério da Saúde a atribuição de conceder aos médicos estrangeiros o registro provisório, o representante nacional da categoria avaliou que os profissionais brasileiros saíram “vitoriosos” do embate. “Quem cedeu muita coisa foi o governo. Penso que fomos vitoriosos. Foi um sucesso, uma vitória para os médicos”, disse, em entrevista à imprensa. O presidente do CFM minimizou a transferência da atribuição dos conselhos regionais. “Isso agradou a muitos presidentes de conselhos porque retira uma grande responsabilidade deles. Caberá a nós fiscalizar”, declarou. Apesar do discurso favorável ao texto, Roberto d'Avila garantiu que o CFM continua contrário à implantação do programa. “Não aderimos ao Mais Médicos. Continuamos com as mesmas críticas”, ponderou, após afirmar que um dos pontos positivos do programa é a previsão de ser implementada uma carreira médica nacional em até três anos. Representante da categoria na Bahia, o presidente do Sindicado dos Médicos da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, afirmou, em entrevista ao BN, que continua contra a aprovação da MP.