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Entidades baianas criticam aprovação do texto principal do Mais Médicos

Por Francis Juliano

Francisco Magalhães, do Sindimed, diz que mudanças não surtirão efeito
A aprovação do texto principal do programa Mais Médicos na madrugada desta quarta-feira (9) pela Câmara dos Deputados foi avaliada por entidades baianas. Segundo o presidente do Sindicado dos Médicos da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, os problemas da categoria vão continuar. Nem mesmo a possibilidade da criação de uma carreira federal para o setor, como foi acordado entre governo e Conselho Federal de Medicina (CFM), o que garantiu o apoio da entidade médica para a vitória da matéria, foi interpretada como um avanço para os profissionais brasileiros. “Minha avaliação continua a mesma. Vai continuar essa incongruência. O CFM entregou os anéis para não perder os dedos. O governo não é confiável e nem cumpre acordo. Daqui a seis meses, quando aparecerem os problemas, a população vai ver como vão ficar as coisas”, criticou o sindicalista em entrevista ao Bahia Notícias. Entre as alterações aprovadas no texto principal estão a medida que transfere para o Ministério da Saúde a responsabilidade de emitir registro profissional para médicos estrangeiros, prerrogativa antes dos conselhos regionais de medicina, e o aumento do tempo de revalidação de três para quatro anos para os médicos do programa. O presidente do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), Abelardo Meneses, concorda que a criação de uma carreira para médicos não diminui os problemas do setor. “Se não tiver investimento, a situação não é resolvida. Nós continuaremos criticando o programa porque a solução não é pela importação de médicos”, declarou. O médico ainda disse que a opinião dele, não a do Cremeb, é que os registros devem ser mesmo de responsabilidade do ministério, já que a iniciativa foi do governo e não dos conselhos.

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