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Cérebro de bailarina se adapta a rodopios, afirma estudo

Anos de treinamento podem provocar mudanças estruturais no cérebro de uma bailarina. As dançarinas desenvolvem a capacidade de manter o equilíbrio enquanto faz piruetas, de acordo com estudo britânico, que pode ajudar no tratamento de pacientes com tontura crônica. Exames no cérebro de bailarinas profissionais revelaram diferenças com relação a outras pessoas em duas partes do cérebro: uma, que processa a entrada de dados (input) nos órgãos de equilíbrio do ouvido interno e outra, responsável pela percepção de tontura. A maioria das pessoas sente os efeitos da perda de equilíbrio após girar rapidamente. Isto se deve a câmaras preenchidas com fluido nos órgãos de equilíbrio do ouvido, que sentem a rotação da cabeça através de capilares minúsculos que, por sua vez, percebem o giro do fluido. O líquido continua a se mover por um tempo após o rodopio, o que cria a percepção de que a gente ainda está se movendo, mesmo que esteja parado. As dançarinas de balé conseguem executar várias piruetas e sentem pouca ou nenhuma tontura. "As bailarinas parecem capazes de se condicionar para não ficar tontas, então pensamos se não poderíamos usar os mesmos princípios para ajudar nossos pacientes", disse Barry Seemungal, do departamento de medicina do Imperial College de Londres, em estudo publicado no periódico Cerebral Cortex.  "Se pudermos alcançar esta mesma área do cérebro ou monitorá-la em pacientes com tontura crônica, podemos começar a entender como tratá-los melhor", acrescentou. Segundo a cientista, uma em cada quatro pessoas sofre de tontura crônica em algum momento da vida.

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