Presidência analisa caso de diretor da ANS que julgou processos de planos de saúde em que atuou
O prazo para a Comissão de Ética Pública da Presidência da República analisar o chamado “Elanogate” se encerra nesta segunda-feira (16). O caso é sobre a recém-nomeação de Elano Rodrigues de Figueiredo como diretor de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A irregularidade é que o novo diretor deve julgar processos de planos de saúde pelos quais advogou em defesa. O defensor teria omitido a informação no currículo enviado à presidenta Dilma Rousseff e ao Senado (em sabatina). Figueiredo foi diretor-jurídico da HapVida (como celetista) e atuou como advogado da Unimed. As denúncias foram feitas por especialistas da área de saúde coletiva e pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Inicialmente, o advogado contestou a denúncia e disse que por sigilo contratual não podia revelar os nomes das empresas em que trabalhou. Depois, negou ter trabalhado formalmente para a empresa, porém a Hapvida teria desmentido o advogado. Segundo dossiê do Idec, na primeira reunião em que participou como diretor da ANS, Figueiredo tomou parte de decisões em que deveria ficar isento, como julgamentos de processos da HapVida e da Unimed.