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Entidades de médicos brasileiros condenam convênio para trazer cubanos

Foto: Reprodução
Entidades de representação da classe médica brasileira criticaram o convênio anunciado pelo Ministério da Saúde com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) para trazer quatro mil médicos cubanos ao Brasil. Os profissionais de Cuba vão atuar nas 700 cidades que não foram escolhidas pelos brasileiros inscritos no programa Mais Médicos. Segundo nota do Conselho Federal de Medicina (CFM), o acordo é "eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso" e a representação afirmou que condena "veementemente a entrada dessas pessoas sem antes terem tido seus diplomas médicos revalidados e comprovarem conhecimento da língua portuguesa". Já o presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisbal Meinão, declarou que "esse é o desdobramento inevitável da proposta do governo para tentar levar médicos para essas regiões mais distantes, sem oferecer infraestrutura adequada”, afirmou ao dizer que os médicos brasileiros não querem trabalhar nessa situação. Na opinião de Meinão, "todo esse cenário criado pelo governo era para trazer cubanos. Isso está se comprovando". O médico paulista ainda questionou a forma de pagamento para os profissionais de Cuba e disse que tinha informações de que o governo cubano retinha parte do salário dos médicos. Informações do G1.

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