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Importação de médicos cubanos não tem viés ideológico, diz ministro

Foto: Reprodução
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, declarou nesta quinta-feira (22) que a vida de médicos cubanos, anunciada pelo governo, não tem viés ideológico e atende uma demanda humanitária. "Essa decisão foi tomada considerando-se o melhor serviço possível, não tem uma motivação ideológica", afirmou. "Existem muitos médicos cubanos dispostos a fazer esse trabalho. Talvez não tenham tantos austríacos, por exemplo," afirmou em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O ministro foi questionado pelo deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) se havia algum tipo de acordo ("escambo", sic) entre Brasil e Cuba para trocar investimentos, como a construção do Porto de Mariel, próximo a Havana, financiado pelo governo brasileiro, e a vinda dos médicos. "Não existe 'escambo', isso nunca nos passou pela cabeça. São iniciativas totalmente distintas. O Mais Médicos trata da carência de médicos no País. Muitos países recorrem à vinda de médicos estrangeiros, é algo aceito internacionalmente como uma estratégia de saúde", afirmou. Perguntado se os contratos com os cubanos (que não receberão todo o valor pago pelo governo), não preocupa, Patriota lembrou que o compromisso é feito via Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que garante que os procedimentos são os melhores possíveis. "Se houver algum problema, tenho certeza que a Opas será a primeira a velar para que seja corrigido", disse. Cerca de quatro mil médicos cubanos devem chegar ao Brasil para trabalhar nas 700 cidades recusadas pelos médicos brasileiros. Informações da Agência Estado. 

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