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Médicos protestam em Salvador; Importação de profissionais e ‘trabalho forçado’ estão na pauta

Por Francis Juliano

Foto: Juliana Almirante/ Bahia Notícias
Médicos baianos prometem paralisar as atividades na tarde desta terça-feira (22) em mais um ato de protesto contra o programa Mais Médicos, do governo federal. Entre as 14h e as 16h, a Associação Baiana de Médicos (ABM), o Conselho Federal de Medicina (Cremeb-BA) e o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) vão promover uma feira de atendimento nas imediações do Shopping Iguatemi, em Salvador. Os profissionais são contra a importação de médicos estrangeiros sem necessidade de passar pelo exame de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) e contra o que o presidente do Sindimed chama de “trabalho forçado”, que seria a obrigatoriedade de o estudante de medicina estudar mais dois anos, além dos seis previstos, e trabalhar em áreas do Sistema Único de Saúde (SUS) simultaneamente. “Uma coisa é a responsabilidade dos médicos, outra coisa é você pegar um médico e colocar para trabalhar com CRM provisório e em áreas sem estrutura”, protestou em contato com o Bahia Notícias. O representante ainda critica a forma com que o debate tem sido feito. “O que o governo tem feito [no Mais Médicos] é transferir a responsabilidade para os médicos. Isso é jogada política”, comentou. A proposta das entidades depois dos atendimentos (ginecologia, cardiologia e oftalmologia, entre outros, informaram) é seguir em direção ao Hospital da Bahia, na Avenida Magalhães Neto. Os protestos também fazem parte do dia nacional de lutas da categoria. Prefeitos e médicos têm até o dia 25 para se inscreverem no Mais Médicos, com a divulgação do resultado prevista para a próxima semana. A iniciativa visa levar médicos para regiões do interior do país que sofrem com a falta desses profissionais.

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