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Adiar a aposentadoria diminui o risco de Alzheimer

Uma pesquisa desenvolvida na França fornece evidências para a teoria de que é necessário estar ativo e vinculado a grupos sociais para evitar sofrer com problemas de memória e raciocínio na velhice. Segundo o estudo, pessoas que adiam  a aposentadoria têm um risco menor de ter a doença de Alzheimer ou outro tipo de demência ao longo dos anos. De acordo com Carole Dufouil, cientista do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica da França (Inserm) e coordenadora do estudo, cada ano adicional de trabalho reduz o risco de demência em cerca de 3%. Ou seja, segundo sua pesquisa, um indivíduo que se aposenta aos 65 anos, por exemplo, apresenta uma chance quase 15% menor de ter alguma demência do que uma pessoa que se aposenta aos 60. “Nós não ficamos surpresos com os resultados, mas com a solidez deles”, disse Carole. Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta semana na conferência da Associação Internacional de Alzheimer, em Boston, nos Estados Unidos. De acordo com ela, esse é o maior estudo já realizado sobre a relação entre tempo de trabalho e risco de demência. A pesquisa foi feita com base nos dados de aproximadamente 429.000 trabalhadores. A idade média dos participantes era de 74 anos e eles haviam se aposentado 12 anos antes, em média.

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