Estudo japonês mostra como o cérebro processa representações visuais
Por Portal Terra
Cientistas do Japão descobriram que o modo como o cérebro armazena representações visuais de objetos é diferente do que se acreditava. De acordo com os pesquisadores, o órgão cria inicialmente "representações precursoras" em uma área menor na hierarquia cerebral, e somente depois essa representação se prolifera e se fixa no órgão. "Quando reconhecemos o que nós vemos, nosso cérebro nunca faz uma fotocópia interna perfeita do que nós vemos. Uma fotocópia perfeita não leva a um reconhecimento eficiente e flexível. Por exemplo, quando vemos um copo de café de um ângulo ou distância diferente, o copo de café pode produzir muitas imagens retinais diferentes com diferentes formas e/ou tamanhos no olho. Apesar disso, você pode reconhecer e identificar as imagens retinais como vindas do mesmo copo de café. Isso é possível devido a computações feitas no cérebro, que depende de um banco de dados chamado de representação interna do mundo externo, ou 'representação neuronal'. (...) Uma representação neuronal de um objeto é distribuída para cada atributo ou característica dele através de diferentes áreas do cérebro, e características mais complexas são representadas em áreas mais altas do cérebro", diz Yasushi Miyashita, da Universidade de Tóquio, um dos autores do estudo. Os sinais que temos de objetos chegam através dos órgãos sensoriais e passam por uma hierarquia de áreas no cérebro, pelas quais são processados. Os pesquisadores japoneses decidiram testar a hipótese de que o órgão cria um pequeno número de representações precursoras em um estágio inicial dessa hierarquia do córtex e só depois a representação se prolifera e se torna predominante na área superior.