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Cientistas sugerem que Ômicron pode estar ligado a HIV não tratado

Foto: Fusion Medical Animation/Unsplash

Cientistas sul-africanos levantaram a hipótese de que o surgimento de novas cepas da Covid-19 pode estar ligado a mutações que ocorrem em pessoas portadoras do vírus HIV não tratado ou infectadas por doenças que enfraquecem o sistema imunológico. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

De acordo com a publicação, já foi comprovado pelos pesquisadores que o vírus Sars-CoV-2 pode durar mais tempo em pacientes com aids que não tomam os medicamentos corretamente.

 

“Em alguém com a imunidade suprimida, vemos o vírus persistindo. E ele não fica parado, ele se replica. E conforme se replica, sofre mutações em potencial. Em alguém imunossuprimido, esse vírus pode ser capaz de continuar por muitos meses sofrendo mutação”, diz a professora Linda-Gayle Bekker, em entrevista à Fundação Desmond Tutu HIV, na África do Sul.

 

A professora ainda diz que o sistema imunológico dessas pessoas seria capaz de se livrar do vírus rapidamente se estivessem em tratamento funcional contra a doença. Os cientistas estão ansiosos para obter mais resultados e evitar estigmatizar ainda mais as pessoas que vivem com o HIV, principalmente na África do Sul, onde as taxas da doença são elevadas em relação a outros países.

 

O texto ainda informa que quase 8 milhões de pessoas na África do Sul vivem com HIV, porém cerca de um terço deles não está tomando medicamentos. E ressalta que apesar disso, não é correto afirmar que qualquer uma das variantes de preocupação da Covid-19 tenha surgido na África. Cientistas esperam que a hipótese da possível ligação da Covid com o HIV alerte todo o mundo sobre a negligência em relação à doença e seus efeitos na pandemia.

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