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INTS disponibiliza testagem gratuita para detecção de HIV

Foto: Divulgação

Testes rápidos de detecção do vírus HIV estão sendo oferecidos através do Programa Saúde da Comunidade do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS); A ação ocorre todo mês em bairros de Salvador. A previsão é de que em dezembro, mês da campanha de luta contra a doença, sejam realizados 35 testes durante a ação. De acordo com Bárbara Silva, coordenadora de Núcleo de Promoção à Saúde do Instituto, o resultado fica pronto em 15 minutos e o paciente positivado é direcionado para um psicólogo, responsável por dar a notícia e primeiras orientações.

 

O exame pode ser feito também em unidades públicas de saúde. Na UPA de Brotas e no Hospital Manoel Victorino, por exemplo, o teste para HIV 1 e HIV 2 é realizado de acordo com o perfil clínico do paciente, durante o atendimento de urgência e emergência. Foram executados uma média de 18 por mês este ano, segundo a diretora da UPA Brotas, Priscila Souza. Por lei, em caso de testes rápidos positivos, a amostra precisa ser confirmada por outras metodologias. Então, as amostras são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA).

 

Em todo o mundo, o 1º de dezembro é marcado pelo Dia Mundial de Combate à AIDS. A doença, que não tem cura, já matou mais de 35 milhões de pessoas, desde quando foi descoberta, em 1981. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são confirmados cerca de 5 mil novos casos por ano, mas, apesar de garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nem todo mundo tem acesso ao tratamento, muitas vezes por falta de informação.

 

Para a infectologista Pollyanna Azevedo, é preciso divulgar cada vez mais a necessidade da prevenção, popularizando os exames de detecção de HIV. Segundo a médica, referência em Genotipagem (MRG), o ideal é que a população tivesse como hábito realizar esse tipo de testagem regularmente, pois essa é uma das formas de evitar a disseminação da doença e começar o tratamento precoce dos positivados, para que o vírus se torne indetectável o mais rápido possível. Além disso, pacientes em tratamento com antirretrovirais conseguem barrar a multiplicação do vírus, que destrói as células de defesa, deixando a imunidade muito baixa, abrindo vez às inflamações recorrentes.

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