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Mesmo com nova remessa ao MS, Salvador não tem previsão para chegada da Janssen

Por Jade Coelho / Gabriel Lopes

Foto: Igor Santos / Secom / PMS

Duas semanas após o Ministério da Saúde receber 1 milhão de doses da Janssen (Johnson & Johnson), Salvador ainda está sem previsão para a chegada das vacinas e a aplicação de segundas doses. Em junho, o Brasil já havia recebido mais de 1,5 milhão de vacinas do laboratório.

 

Antes aprovado como dose única, agora o ciclo vacinal dos que tomaram Janssen prevê a aplicação de uma segunda dose, o que tem preocupado a população da capital baiana que recebeu o imunizante da Johnson & Johnson. O Ministério da Saúde anunciou no último dia 16 de novembro a nova orientação de que a vacina também passaria a ser administrada com um reforço.

 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai seguir a nova determinação para uma segunda aplicação (leia mais aqui) e o titular da pasta, Léo Prates, afirmou que vai buscar uma estimativa para a chegada das doses junto ao ministério.

 

A orientação do governo federal é para que a segunda aplicação aconteça com um intervalo de dois meses. Mas diante da indefinição sobre a chegada das doses, essa vacinação não necessariamente vai ocorrer dentro deste período. Na última semana, Prates já havia adiantado ao Bahia Notícias que os vacinados com a Janssen vão tomar a segunda mesmo atrasada. "O importante é completar esse ciclo vacinal e depois a gente vai dar a terceira dose como manda a intercambialidade”, afirmou o secretário.

 

POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

Outro ponto que tem preocupado a gestão municipal com a falta de doses da Janssen é a vacinação das pessoas em situação de rua em Salvador. A capital baiana optou por vacinar esse público com o imunizante por ser dose única, mas, com a mudança, a prefeitura terá que mudar a estratégia com esse público.

 

Com pouco mais de 3 mil pessoas em situação de rua vacinadas contra a Covid, a gestão fará busca ativa com equipes volantes e nos consultórios na rua para conseguir aplicar as segundas doses. Segundo informado pelo secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Kiki Bispo, o número de elegíveis para esse grupo é de 7 mil pessoas, o que representa que 56% (cerca de 3.900 pessoas) ainda não foram imunizadas contra a doença (veja mais aqui).

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