Dia do Diabetes alerta para prevenção da doença que afeta milhões de pessoas no mundo
Quando a Federação Internacional de Diabetes (IDF) criou, em 1991, junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), a data de 14 de novembro como o Dia Mundial do Diabetes, pretendia enfatizar principalmente a característica epidêmica da doença e o impacto social e econômico que ela provoca na vida das pessoas. Após 30 anos, mais que alertar para as implicações à saúde, é um chamado para estimular políticas públicas que favoreçam e possibilitem aos portadores da doença viver mais e melhor, promover o diagnóstico precoce e orientar sobre formas de tratamento adequado.
O diabetes pode se apresentar, principalmente, nas formas tipo 1 e tipo 2. O primeiro é congênito, ou seja, as pessoas nascem com a doença que, neste caso, é mais complexa, sem prevenção e sem possibilidade de cura, sendo necessário o uso de medicação desde muito cedo para o controle da glicose no sangue. Já o tipo 2, mais comum, é adquirido por hábitos de vida menos saudáveis, como alimentação inadequada e falta de exercícios físicos, mas pode ser evitado e alcançar a cura.
Com crescimento alarmante em todo o mundo, a enfermidade já acomete mais de 17 milhões de brasileiros, segundo o Atlas IDF. Para acompanhar os pacientes diabéticos de forma regular e com periodicidade estabelecida após resultados de exames e avaliação clínica, o Sistema Hapvida criou, em 2017, o Viver Bem, programa de atenção básica com atendimentos presenciais, estímulo à adesão ao tratamento e mudanças no estilo de vida. O coordenador corporativo de Inteligência e Saúde do Sistema Hapvida, Ricardo Bezerra Walraven, esclarece que o propósito do programa é ajudar a população diabética a controlar a doença por meio dos pilares de tratamento, que são alimentação saudável, prática de atividades físicas e uso de medicação, quando necessário. “Essas medidas são necessárias para que o paciente chegue a um nível de compensação da doença o mais rapidamente possível e evite as complicações decorrentes dela, como infarto, AVC, doença renal crônica ou amputações”, declara.
Em Salvador, o programa já atendeu 5,8 mil pacientes e funciona nas Hapclínicas da Garibaldi e do Costa Azul, das 7h às 19h. Uma das quatro médicas do programa na cidade, a Dra. Emanuelle Viana explica que o programa, que é focado em condições crônicas, especialmente o diabetes, vai além da orientação sobre o uso de medicamentos. O acompanhamento envolve ajuste ou desprescrição de medicação e educação em saúde, com orientação para mudança do estilo de vida, controle do estresse e qualidade do sono, bem como incentiva a prática de atividade física.
Viver Bem em números
Mais de 23 mil pacientes atendidos no Brasil
- 5,8 mil em Salvador
- 14,8 mil em Fortaleza
- 2 mil em Recife
- 370 em Goiânia
- 130 em Ribeirão Preto