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MS projeta antecipação de 2ª dose da Pfizer, mas deve manter intervalo da Astrazeneca

Por Jade Coelho

Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

Apesar de ter prolongado o intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca contra a Covid-19, o Ministério da Saúde (MS) considera antecipar apenas as segundas doses do imunizante da Pfizer. Considerando essa antecipação e outros fatores, a pasta fez projeções otimistas que indicam que em outubro seria possível completar imunização de toda população adulta com duas doses contra a doença.

 

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18), durante uma entrevista coletiva.

 

O ministro Marcelo Queiroga afirmou que a pasta ainda está analisando a redução do intervalo entre as doses da Pfizer. A bula do imunizante prevê a aplicação da segunda dose 21 dias após a primeira, mas no Brasil, diante da escassez de doses, se optou por aumentar o intervalo para 12 semanas (84 dias).

 

Apesar de também ter tido o intervalo entre doses espaçado pelo Ministério da Saúde do Brasil, a vacina da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz não deve ter as segundas doses antecipadas. O argumento o do MS é que cientificamente ainda não se teve sinalização da redução do intervalo da Astrazeneca em relação a  ganho de imunidade. A estratégia de prorrogação do prazo de aplicação entre as duas doses para três meses foi adotada em diversos países, mas os testes iniciais previam a administração da segunda dose após 28 dias.

 

Queiroga fez um alerta para que gestores estaduais e municipais respeitem os intervalos entre as doses preconizados pelo Ministério, para que não haja desequilíbrio na entrega de doses. “É fundamental que se observe o espaço entre doses para que nós consigamos entregar vacinas com a pontualidade desejada. Se cada municipio resolver fazer sua própria regra, o Ministério da Saúde não consegue entregar as vacinas com a tempestividade devida e isso atrasa nossa campanha”, disse o ministro.

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