Uso indiscriminado de antibiótico para tratar Covid acelera o surgimento de superbactérias
O uso indiscriminado de antibióticos em pacientes de Covid-19 deve agravar o problema das "superbacérias, afirma um novo estudo conduzido por um conjunto de universidades britânicas.
As informações são do jornal 'O Globo' e do estudo publicado na revista médica The Lancet Microbe.
De acordo com o resultado dos testes, isto ocorre porque as bactérias que sobrevivem ao remédio se multiplicam no organismo, passando para frente os genes que a fazem resistir.
A situação passou a ser preocupante após a descoberta de que foi criado no meio médico a cultura de receitar antibióticos, que combatem bactérias e não vírus, para grande parte dos casos de Covid-19, por acreditar que infecções bacterianas paralelas poderiam agravar o quadro do paciente.
O estudo verificou as circunstâncias aconteceram, porém, em uma proporção menor do que se imaginava. Cerca de 13% dos pacientes de coronavírus têm coinfecção com alguma bactéria.
No Brasil, o antibiótico receitado por médicos fazia parte do "kit de tratamento precoce" para a Covid-19 patrocinado pelo governo federal, a azitromicina.
A preocupação é de não conseguir tratar doenças como pneumonias, otite média, amigdalite, com o uso do antibiótico, devido a resistência criada pelas bactérias com a superdosagem.