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Prefeitura de Salvador não vai distribuir máscaras N95 ou PFF2 para população

Por Bruno Luiz / Jade Coelho

Foto: Paula Fróes/GOVBA

A prefeitura de Salvador não tem perspectiva de distribuir máscaras de uso profissional pra população. Entidades de Saúde têm recomendado que as pessoas utilizem máscaras como as cirúrgicas, PFF2 ou N95 em meio ao surgimento de variantes mais transmissíveis do novo coronavírus.  O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), argumenta que a gestão não tem recursos suficientes para distribuir máscaras desses tipos.

 

A gestão municipal tem distribuído máscaras de tecido desde o ano passado. Segundo Bruno,  cerca de 3 milhões de máscaras chegaram a ser disponibilizadas pela gestão aos cidadãos.

 

“Não está no radar, e não sei se temos recursos suficientes, para distribuir a máscara N95. Você sabe todas as ações que a prefeitura tem feito nas ações à pandemia e me preocupa muito o nível de recursos que temos investido nisso”, comentou o prefeito nesta quinta-feira (15) durante uma coletiva virtual.

 

Países como Alemanha, Áustria e França passaram a recomendar máscaras de uso profissional ao público em geral no transporte público e em comércios.

 

As máscaras são itens essenciais e comprovadamente eficazes na proteção contra o coronavírus. As de tecido são eficientes, mas com o tempo e com as lavagens acabam perdendo a eficácia na proteção. Já as profissionais possuem tecnologia e maior garantia de eficácia.

 

Nos últimos dias páginas na internet vem levantando campanhas para adesão geral do uso de máscaras PFF2 ou N95 [modelo americano equivalente], já que o nível de proteção delas contra o coronavírus é maior porque são mais ajustadas ao rosto.

 

Esses modelos são normalmente usados por profissionais da saúde. Mas especialistas recomendam que as pessoas que precisam sair de casa e se expõem em locais com alto risco de contaminação, a exemplo do transporte público, supermercados e farmácias, esses modelos são os ideais.

 

Nas últimas semanas, a KN95 tem se tornado popular no Brasil. O modelo, nome e formato da KN95 é semelhante ao da PFF2/N95, mas os itens não são iguais. Acontece que cada país segue tem um padrão. O brasileiro é a PFF2, o dos Estados Unidos é a N95, e o KN95 é o padrão seguido na China. Uma das diferenças é que no caso da PFF2 e N95 os elásticos devem prender na cabeça, e não nas orelhas como a KN95. 

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