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Interrupção de medicamento de uso contínuo causa problemas tão graves quanto coronavírus

Por Jade Coelho

Foto: Reprodução/Mundo BoaFarma

Com o anúncio da pandemia de coronavírus, começaram a surgir nas redes sociais mensagens que alertam para os riscos de alguns medicamentos trariam às pessoas que possuem doenças crônicas. Mas a recomendação da médica infectologista Clarissa Cerqueira é de que as pessoas com problemas como hipertensão não parem de tomar as medicações de uso contínuo. A interrupção do uso dessas substâncias pode acarretar problemas tão graves ou até mais severos do que o Covid-19.

 

Portadores de doenças cardíacas, assim como idosos e diabéticos, fazem parte do grupo de risco e são mais vulneráveis ao agravamento dos quadros de saúde no caso de infecção pelo novo coronavírus. Segundo a médica, estudos iniciais in vitro realmente indicam que medicamentos comuns para pressão alta, a exemplo do captopril, lozartana, enalapril e semelhantes, aumentam a expressão de um receptor da célula que o coronavírus usa para entrar no organismo. Mas esses levantamentos ainda não foram comprovados.

 

“Existe uma plausibilidade biológica. É possível que essas medicações possam favorecer a entrada [do vírus]. Mas isso não foi comprovado em estudo. Uma coisa é ser possível, outra é acontecer. Suspender medicação acarreta problemas também”, disse a infectologista ao citar como exemplo o Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

 

A médica completou ainda afirmando que medicamentos têm riscos e benefícios, mas que neste momento a orientação é de manter o uso e aguardar uma recomendação mais robusta. Em caso de suspeita de coronavírus, o paciente deverá buscar uma unidade de saúde e buscar recomendações médicas adequadas ao seu caso.

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