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SUS teve custo adicional de pelo menos R$ 1,5 mi com queimadas na Amazônia

Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace

As queimadas na Amazônia impactaram o Sistema Único de Saúde (SUS) em pelo menos R$1,5 milhão neste ano, somente para o atendimento de crianças de até 10 anos, de acordo com um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta quarta-feira (2). Os pesquisadores identificaram que nas localidades mais afetadas pelo fogo, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou.

 

Nos meses de maio e junho deste ano, o SUS registrou a internação de 5,1 mil crianças. O total foi 2,5 mil a mais do que o normal. Esses dados são referentes a 100 municípios da Amazônia Legal, em especial nos Estados do Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso, de acordo com reportagem do Estadão.

 

"Nós notamos que, em geral, 6% dos leitos nos hospitais são dedicados à internação por problemas respiratórios, mas nesse período dobrou, chegou a 12%, sobrecarregando os hospitais", explicou o sanitarista Christovam Barcellos ao Estadão.

 

"Neste momento, a pesquisa considera apenas crianças de até 10 anos, mas há ainda os idosos, adultos com problemas respiratórios e população indígena, que tem praticamente um serviço de atendimento de saúde à parte", assinala Barcellos que coordenou o estudo.

 

A pesquisa levou em consideração as queimadas que acontecem no que é chamado de Arco do Desmatamento, que inclui os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, parte do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, em geral, de maio a outubro. E isso também serve de alerta para mostrar que o impacto dos resíduos de fumaça podem atingir pessoas a muitos quilômetros dos focos de incêndio.

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