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Proibição de fumar em público salvou vida de 15 mil crianças, aponta estudo do Inca

Foto: USP

Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicou que desde a implementação das leis brasileiras que proibiram fumar em locais fechados e criaram ambientes livres de fumo cerca de 5,1 mil crianças de até um ano foram poupadas entre 2000 e 2016.

 

A pesquisa Legislação de Ambientes Livres de Fumaça de Tabaco e Mortalidade Infantil foi apresentada nesta sexta-feira (31), pelo médico André Szklo, durante a comemoração do Dia Mundial Sem Tabaco, na sede do instituto.

 

O estudo apontou que a criação de ambientes sem tabaco produziu uma queda média de 5,2% da mortalidade infantil nos municípios brasileiros. "As cidades com maiores taxas de pobreza e menores níveis de escolaridade foram as mais beneficiadas com redução da mortalidade infantil, mostrando como essa política ajudou a reduzir a desigualdade social", disse Szklo.

 

A proibição de fumar em lugares públicos fechados passou a valer para todo o país em 2014, mas, antes disso, alguns estados e cidades se anteciparam e fizeram leis com restrições totais ou parciais. Segundo a Agência Brasil, os pesquisadores apontam que, se desde os anos 2000, todo o país tivesse adotado a restrição de fumar em locais fechados, o número de vidas poupadas seria ainda maior, chegando a 25 mil.

 

Na avaliação de Szklo, a atuação da indústria do tabaco foi determinante para atrasar a proibição total do fumo em locais fechados no Brasil. A pesquisa cita documentos que mostram que o setor questionou os malefícios do fumo passivo e buscou influenciar o Legislativo a afrouxar as restrições, que eram debatidas.

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