Redução de tributação de cigarros nacionais pode aumentar acesso, avalia pneumologista
Por Jade Coelho
A instituição de um grupo de trabalho para avaliar a "conveniência e oportunidade da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil" pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e os prejuízos para a saúde pública apontados por ONGs antitabaco em crítica à medida foram apontadas pelo médico pneumologista e professor do curso de medicina da FTC, Adelmo Machado, como muito “simplista”. Segundo o médico, a redução dos custos tornará maior o acesso aos cigarros.
Para o médico, o tabaco, a dependência química da nicotina e os consequentes problemas de saúde são um problema multifatorial e de Saúde Pública que implicam em questões comportamentais. “Eu acho que a gente tem que ter ação política multifatorial, na educação”, defendeu Machado ao listar os fatores que levam as pessoas ao tabagismo.
“Influência de grupos de amigos; família e a não proibição, que aumenta o consumo, ou seja, um pouco de restrição familiar e de limite não mata ninguém; religiosidade também é importante; ser de escola pública ou particular não faz diferença nenhuma, e pessoas que tem maior rendimento, famílias com maior rendimentos em salários mínimos, tendem a fumar mais; e o sexo masculino tende a fumar mais. Esses seriam os principais fatores”, listou.
O pneumologista ainda chamou atenção para as doenças tabaco relacionadas, e a ligação entre o vício em nicotina e doenças mentais, como depressão, ansiedade e esquizofrenia. Clique aqui e leia a entrevista completa!