Levantamento aponta aumento do índice de infestação do Aedes em Salvador
O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 1º e 05 de abril, apontou que o Índice de Infestação Predial (IIP) em Salvador aumentou. O valor passou de 1,9% (janeiro/2019) para 2,7%, o que significa que a cada 100 imóveis visitados, aproximadamente três apresentaram focos do mosquito. O estudo revelou ainda que os depósitos preferenciais estão dentro dos domicílios em baldes, tonéis e outros recipientes utilizados para armazenamento de água.
O LIRAa também apontou que o número de áreas de risco aumentou na cidade, e passaram de 16 para 41 bairros. A localidade de Fazenda Coutos (7,4%) foi a que expôs o maior índice de infestação. Por outro lado, o bairro da Engomadeira com 0,4%, apresentou o menor indicador da cidade, o que significa dizer que possui baixo risco de uma epidemia das patologias nessa região da capital.
A subgerente das Arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Isolina Miguez, as condições climáticas apresentadas nesse período do ano contribui para a proliferação do mosquito. "Vários fatores contribuem para o aumento do indicador nesta época do ano. As condições climáticas com chuvas intercaladas com momentos de forte calor facilitam a reprodução dos mosquitos. Outro fator a ser considerado é o armazenamento de água em depósitos a nível de solo, local onde as equipes de campo mais encontram focos do Aedes aegypti. Naturalmente, quando não há um fornecimento regular de água nas residências as pessoas buscam se organizar através do armazenamento em recipientes, que são prato cheio para proliferação do vetor se não estiverem devidamente tampados ou cobertos", explicou.
A fim de combater as arboviroses, a Prefeitura de Salvador informou que intensificará no mês de maio as ações por toda a cidade para eliminar focos e criadouros dos vetores. "Estamos mantendo as estratégias de rotina como os mutirões de limpeza nos bairros prioritários, em parceria com a Limpurb. Nessa mobilização, intensificamos as visitas casa a casa, além de trabalhos de manejo ambiental, limpeza, remoção e descarte de lixo ou quaisquer outros materiais que possam se tornar criadouros nessas localidades", afirmou Isolina.