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Pediatra é agredida por pais de criança em clínica; SBP cobra maior proteção aos profissionais

Foto: Reprodução / GloboNews

Uma pediatra foi agredida pelos pais de uma criança em uma clínica de Niterói, Rio de Janeiro. A médica Lyse Soares, de 34 anos, registrou o crime na delegacia.

 

De acordo com o casal, Natália Jesus da Silva e Paulo Ricardo Rodrigues, houve omissão de socorro por parte da médica. Ela teria se recusado a internar o filho deles, que estava com febre, durante a madrugada.

 

Imagens de câmeras de segurança mostram a médica sendo agredida por Natália com um tapa e um puxão de cabelo. Pouco depois, Paulo Ricardo dá socos na profissional, no corredor do hospital. Em um momento do vídeo, a criança é vista no chão do hospital.

 

Em entrevista à imprensa, Lyse afirmou que ficou afastada do trabalho durante dois meses por conta do estresse pós-traumático. "Quando eu acordei, o pessoal da enfermagem estava me segurando no corredor, onde a agressão tinha acontecido. Eu não sabia de nada. Minha colega falou 'sua boca está sangrando'. Foi aí que eu vi que não era só um puxão de cabelo", contou.

 

Devido ao ocorrido, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) acionou os ministérios da Saúde e Segurança Pública, além da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), para providenciar medidas que assegurem maior proteção aos profissionais. Para a entidade, casos como o de Lyse são um "exemplo grave do grau de vulnerabilidade ao qual os serviços de saúde estão expostos".

 

Estudo da SBP aponta que dois em cada 10 pediatras afirmam sofrer com frequência situações de violência no trabalho. O problema afeta diretamente o cotidiano de 26% dos pediatras que trabalham apenas no Sistema Único de Saúde (SUS) e de 26% dos que se dividem entre a rede pública e consultórios de planos de saúde. Entre os profissionais que atuam apenas em consultórios particulares, o indicador é de 12%.

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