Novos testes apontam baixa eficácia de 'pílula do câncer' para redução de tumores
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) divulgou nesta terça-feira (16) novos resultados de testes com a fosfoetanolamina sintética que evidenciam a baixa eficácia do produto para redução de tumores. A substância foi testada em camundongos com melanoma, uma das formas mais agressivas da doença. Apenas com uma dosagem alta a chamada "pílula do câncer" foi capaz de diminuir tumores. Ainda assim, com eficácia menor do que o quimioterápico ciclofosfamida, já bastante utilizado. Segundo o jornal O Globo, três grupos de roedores receberam doses diferentes de fosfoetanolamina ao longo de 16 dias: 200 mg/kg, 500 mg/kg e 1000 mg/kg. Outro grupo recebeu doses de 24 mg/kg de ciclofosfamida, enquanto foi administrada uma solução salina em um último conjunto. Os resultados mostraram que as duas dosagens menores de fosfoetanolamina não apresentaram efeitos relevantes. A dose mais alta da substância, por sua vez, resultou em uma diminuição de 64% no tamanho do tumor ao final dos 16 dias. No entanto, os camundongos que receberam ciclofosfamida tiveram perda de massa tumoral de 93%.