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Mulher opta por eutanásia e faz festa para se despedir dos amigos

Foto: Reprodução / Niels Alpert / AP
Logo que foi aprovada a Lei da Eutanásia, na Califórnia, em julho deste ano, Betsy Davis, uma artista plástica americana, resolveu optar pelo procedimento e fez uma festa para se despedir de amigos e familiares. Betsy que sofria a três anos de esclerose lateral amiotrófica (ELA), não tinha mais qualidade vida e perdeu o controle do seu corpo. Já não conseguia pintar e nem desenvolver performances. Até atividades simples como escovar os dentes ou se coçar, não era algo possível para ela. Segundo o portal O Globo, a sua comunicação verbal também foi comprometida, seus acompanhantes tinham que traduzir sua fala arrastada para os outros. Diante de tantas limitações ela resolveu por fim ao seu sofrimento.  Após passar meses planejando sua morte, a artista enviou um convite aos seus amigos, os convidando para uma festa de dois dias, na qual se despediria, e os alertou sobre o quão emocionante seria o momento. "As circunstâncias são completamente diferentes de qualquer festa que vocês viram antes: esta vai exigir resistência emocional, foco e mente aberta", escreveu Betsy no convite. Mais de 30 amigos e familiares, de diferentes estados, foram à festa, que aconteceu na pitoresca cidade de Ojai, nas montanhas do Sul da Califórnia. Na “festa de renascimento” como batizou a artista, houve muita música, momentos emocionantes, e um momento em que Betsy distribuiu presentes para os amigos, com mensagens a cada um deles como lembrança. Chegado o fim de semana, amigos a beijaram e se despediram, se juntaram para um foto e retornaram as suas casas. Betsy vestiu o quimono japonês que comprou numa "lista de coisas para fazer antes de morrer" logo após ser diagnosticada, ela viu seu último pôr-do-sol e tomou os medicamentos às 18h45m, ao lado de seu médico, acompanhante, massagista e sua irmã, que segurava sua mão. Quatro horas depois, morreu. "Claro que foi difícil para mim. Ainda é difícil para mim. O pior era ter que sair da sala de vez em quando, porque eu ia começar a chorar. Mas as pessoas entenderam. Elas entenderam o quanto ela estava sofrendo e que ela estava bem com o que estava fazendo. Eles respeitaram isso e sabiam que ela queria que fosse uma ocasião feliz", diz Kelly Davis, irmã de Betsy. 
 

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