Importante descoberta sobre ELA é financiada pelo desafio do balde de gelo
O desafio do balde de gelo se tornou um viral em 2014, com o objetivo de financiar pesquisas sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa incurável. Graças a recursos arrecadados durante a campanha, cientistas descobriram a existência do gene NEK1, que contribui para o problema. De acordo com a Associação ELA, que financia pesquisas sobre a doença, o desafio reuniu US$ 115 milhões (R$ 376,9 milhões) em doações de todo o mundo. Foram mais de 17 milhões de participantes, incluindo celebridades como Justin Bieber, Taylor Swift, Ivete Sangalo e Mark Zuckerberg. O dinheiro total da campanha tem financiado, segundo o jornal O Globo, seis pesquisas sobre a ELA. O Projeto MinE, que descobriu o gene NEK1, foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores independentes e é considerado o mais amplo estudo já feito sobre a forma hereditária da esclerose lateral amiotrófica. Durante a pesquisa, mais de 80 pesquisadores de 11 países analisaram os genes das famílias de portadores da doença. "As análises genéticas avançadas que levaram a essa descoberta só foram possíveis porque havia um grande número de amostras disponíveis", afirmou a a representante da associação, Lucie Bruijn. A identificação do gene é um passo para o desenvolvimento de uma terapia genética para a doença. Estima-se que apenas 10% dos pacientes com ELA apresentem o tipo hereditário.