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Conselho Nacional de Saúde é contra criação de planos de saúde populares

Planos foram sugeridos pelo ministro da Saúde | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) se manifestou contra a proposta do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de criar planos de saúde populares, mais baratos e com menor cobertura, como saída para desafogar e financiar a rede pública. Para o presidente do conselho, Ronald Ferreira dos Santos, o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa, na verdade, de mais recursos públicos. Em manifestações durante reunião do conselho nesta quinta-feira (7), conselheiros disseram que a concretização da proposta criaria um plano de saúde "para pobres", o que não resolveria os problemas do sistema de saúde do país e enfraqueceria a rede pública. Segundo a Agência Brasil, Santos apontou falta de gestão e de planejamento como problemas do SUS, mas ressaltou que a questão central é o valor de R$ 3 diários por pessoa, que é insuficiente para todos os tipos de ação de saúde. "A eficiência do SUS é inquestionável. É um sistema que com R$ 90 por mês, por pessoa – que é o que o Estado brasileiro coloca à disposição do SUS – consegue atender cerca de 200 milhões de brasileiros com transplantes, vacinação, Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], assistência farmacêutica, vigilância sanitária. A questão é que com R$3 reais/dia não se paga nem o ônibus de ida", disse. De acordo com o presidente do conselho, outros países com sistema público de saúde investem de sete a dez vezes mais do que o Brasil em saúde por habitante.

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