Olimpíada não interfere no risco de turistas contraírem zika, conclui OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu nesta terça-feira (14), após reunião de seu comitê de emergência, que os riscos individuais de turistas contraírem zika em áreas de transmissão da doença são os mesmos, independente de um evento de massa estar ocorrendo. Além disso, o comitê considerou que o perigo de o megaevento ampliar a propagação internacional do vírus é muito baixo. Com participação de vários países, inclusive o Brasil, a reunião resultou na manutenção da emergência internacional devido ao vírus Zika e suas complicações neurológicas em bebês. Segundo a Agência Brasil, a OMS reforçou que a única recomendação de restrição de viagem para a Olimpíada do Rio de Janeiro é para mulheres grávidas. A entidade também aconselha que gestantes cujos parceiros sexuais vivem ou viajam para áreas onde há epidemia de zika usem preservativo nas relações sexuais ou se abstenham de sexo durante a gestação. Para a organização, viajantes que irão para áreas onde há surto do vírus Zika devem ser aconselhados sobre os potenciais riscos e sobre as medidas a serem tomadas para reduzir a possibilidade de exposição à picada do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus. Os turistas também devem ser alertados sobre o contágio por via sexual e, ao retornarem, devem tomar as medidas apropriadas, incluindo a prática de sexo seguro para evitar a transmissão. Em conversa com jornalistas no começo da noite, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que o governo seguirá todas as determinações da entidade internacional. "As recomendações são as mesmas que a OMS tinha feito antes: que façamos uma distribuição de preservativos e repelentes, o que já estava previsto pelo Comitê Olímpico e pelo Ministério da Saúde e nós vamos seguir".