Oriente Médio: Estudo alerta para necessidade de conter 'catastrófico' surto de leishmaniose
Relatada na maior parte do mundo, a leishmaniose está gerando um surto "catastrófico" em países do Oriente Médio por conta da crise de refugiados da Síria. De acordo com artigo publicado na revista científica PLoS Neglected Tropical Diseases, a doença é endêmica na Síria há dois anos e já afeta centenas de milhares de refugiados e pessoas que se encontram em zonas de conflito. "O número de casos pode superar 100 mil por ano", afirmaram os autores, segundo a BBC. Os pesquisadores atribuíram o aumento ao "deslocamento em massa da população dentro do país e alterações no habitats do flebotomíneo (mosquito transmissor)". Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a leishmaniose geralmente está associada à desnutrição, deslocamentos populacionais, condições precárias de moradia e um sistema imunológico fraco. Para os autores, "situação semelhante também pode estar ocorrendo no leste da Líbia e Iêmen", que são também zonas de guerra. Eles alertaram ainda para a necessidade de uma "ação imediata" na tentativa de conter o surto. Entre outras medidas, recomendam programas de fornecimento de água potável, alimentos, serviços de higiene e moradia adequada.