#MeuAborto: Com relatos nas redes sociais, campanha busca legalização do aborto
Por Renata Farias
"Fiz um aborto aos 25 anos. Tinha acabado de começar um relacionamento. Havia parado a pílula devido aos fortes efeitos colaterais e usava camisinha". Esse é o início de um das centenas de relatos recebidos pelas organizadoras da campanha #MeuAborto desde o dia 26 de abril. Idealizada por um grupo de mulheres do Rio de Janeiro e inspirada no movimento #MeuPrimeiroAssédio, que incentivou o relato de casos de assédio nas redes sociais, a campanha surgiu após a prisão de dois médicos e uma paciente em uma clínica de aborto da capital carioca. "Eu e um grupo de amigas ficamos muito chocadas. Uma mulher já está em uma situação de fragilidade, grávida, e tendo que lidar com a decisão difícil de não prosseguir com essa gravidez possa ser presa, levada para uma delegacia e julgada como criminosa por essa decisão", afirmou Maria Rezende, uma das idealizadoras, ao Bahia Notícias. "A gente pensou em fazer alguma coisa para mostrar que o aborto é mais comum do que a gente pensa".
