Estudo comprova que Zika vírus prefere infectar células-tronco neurais
Um estudo comprovou que o vírus da Zika prefere infectar células-tronco neurais e a extensão dos danos provocados nessas células difere de acordo com o momento da infecção. Realizado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, o estudo foi publicado nessa sexta (22), na revista científica Cell.
Segundo o Estado de S. Paulo, citando a revista, os cientistas utilizaram organoides cerebrais, os "minicérebros", para mostrar em três dimensões como o vírus afeta as células cerebrais. Com alto custo e protocolos complexos, esses minicérebros são estruturas do tecido cerebral cultivadas em laboratório, a fim de mimetizar o órgão em processo de formação. A partir de uma impressora 3D, o grupo de cientistas criou um bio-reator, equipamento responsável pelo cultivo dos organoides, para produzi-los com custos reduzidos. "Quando surgiu a crise da Zika, nós vimos que tínhamos o sistema perfeito para estudar os impactos do vírus. Já estávamos trabalhando nisso há três anos", explicou Hongjun Song, líder do grupo ao lado do pesquisador Guo-li Ming.
Os minicérebros sobreviveram por 100 dias e os cientistas puderam introduzir a infecção por Zika em diferentes estágios do seu crescimento, o que simulava os diferentes períodos do desenvolvimento do organoide durante uma gravidez. "Os organoides são muito menores e não geram neurônios de forma eficiente quando são infectados pelo vírus Zika. Nos estágios posteriores, ainda se observa uma preferência por infectar as células-tronco neurais, embora os demais neurônios também sofram alguma infecção. A morte celular e a redução da proliferação dos neurônios são consistentes com o que vimos nos estudos anteriores”, esclarece Ming.
Segundo o Estado de S. Paulo, citando a revista, os cientistas utilizaram organoides cerebrais, os "minicérebros", para mostrar em três dimensões como o vírus afeta as células cerebrais. Com alto custo e protocolos complexos, esses minicérebros são estruturas do tecido cerebral cultivadas em laboratório, a fim de mimetizar o órgão em processo de formação. A partir de uma impressora 3D, o grupo de cientistas criou um bio-reator, equipamento responsável pelo cultivo dos organoides, para produzi-los com custos reduzidos. "Quando surgiu a crise da Zika, nós vimos que tínhamos o sistema perfeito para estudar os impactos do vírus. Já estávamos trabalhando nisso há três anos", explicou Hongjun Song, líder do grupo ao lado do pesquisador Guo-li Ming.
Os minicérebros sobreviveram por 100 dias e os cientistas puderam introduzir a infecção por Zika em diferentes estágios do seu crescimento, o que simulava os diferentes períodos do desenvolvimento do organoide durante uma gravidez. "Os organoides são muito menores e não geram neurônios de forma eficiente quando são infectados pelo vírus Zika. Nos estágios posteriores, ainda se observa uma preferência por infectar as células-tronco neurais, embora os demais neurônios também sofram alguma infecção. A morte celular e a redução da proliferação dos neurônios são consistentes com o que vimos nos estudos anteriores”, esclarece Ming.