Uso de maconha durante gravidez está associado a recém-nascidos abaixo do peso
Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, concluíram, após uma revisão de estudos, que o uso de maconha durante a gravidez está associado a um baixo peso do bebê ao nascer. A análise ainda aponta que o recém-nascido tem mais riscos de precisar de cuidados intensivos logo após o parto em caso de uso da droga. Os pesquisadores ressaltaram, segundo o jornal O Globo, que é importante que futuras mães e profissionais de saúde tenham conhecimento sobre os possíveis efeitos da droga durante a gestação, principalmente porque a cannabis sativa é utilizada tanto em países em desenvolvimento quanto desenvolvidos. Foram analisados sete bancos de dados de estudos publicados até 2014 sobre os impactos da maconha na gestante e no bebê em até seis meses após o parto. No total, os cientistas, avaliaram 24 pesquisas relacionadas à anemia na mãe, peso e comprimento do bebê, perímetro cefálico e risco de parto prematuro, por exemplo. De acordo com os principais resultados, crianças expostas à maconha são 77% mais propensas a nascer com peso abaixo do ideal e duas vezes mais necessitadas de cuidados intensivos após o parto. Além disso, as mães também tiveram risco 36% maior de desenvolver anemia, em comparação às que não utilizaram a substância. Os pesquisadores ressaltaram que não foi possível identificar se as mulheres fizeram uso de outras drogas lícitas ou ilícitas durante a gravidez.