EUA tornam mais simples requisitos para uso de remédio que induz aborto
O FDA, órgão que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA, anunciou nesta quarta-feira (30) a flexibilização de exigências para acesso a um remédio que induz o aborto. Considerada uma vitória para grupos que defendem o aborto, a medida pode expandir o uso do procedimento. Segundo o jornal O Globo, a mudança reduz o número de consultas ao médico de três para duas e aumenta o período em que a mulher pode utilizar a medicação de 49 para 70 dias após o último período menstrual. O FDA também reduziu a dosagem da droga mifepristona, de 600 miligramas para 200 miligramas. De acordo com alguns grupos médicos, a dosagem anterior era muito alta, o que aumentava o custo do remédio e seus efeitos colaterais. "Este é um grande passo para aumentar o acesso à medicação que pode ser usada para o aborto, além de atender as evidências científicas", afirmou Elizabeth Ness, pesquisadora do Instituto Guttmacher, dedicado ao atendimento de mulheres com problemas de saúde reprodutiva.