Dados de pacientes em aplicativos de saúde são vazados sem autorização
Os dados disponibilizados em aplicativos de saúde estão vulneráveis e o os usuários podem não saber disso. Estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista científica americana Jama, as infomações sobre os pacientes são vazados com frequência para anunciantes e outras bases de dados, sem consentimento do usuário.
Dos 165 mil aplicativos do tipo disponíveis, segundo o Institute for Healthcare Informatics, o estudo trabalhou com 211 disponíveis para Android e voltados a pacientes com diabetes, mas 75 foram escolhidos aleatoramente para análise. De acordo com a Folha, entre os aplcativos avaliados 81% não tinham políticas de privacidade estabelecidas, enquanto que nos 19% restantes, quase todos tinham políticas pouco transparentes, e informações privadas, como níveis de insulina e glicose no sangue, sexo, idade, peso e geolocalização, eram rotineiramente recolhidas e compartilhadas com terceiros. Apenas quatro aplicatvos informavam que pediriam permissão do usuário quando quisessem compartilhar seus dados.
De acordo com Sarah Blenner, peesquisadora do Illinois Institute of Technology Chicago-Kent College of Law e uma das autoras do estudo, não há impacto prático para o cliente o vazamento desses dados, mas levanta um debate ético sobre. Médicos americanos, inclusive, defendem a regulamentação dos aplicativos pelo Food and Drug Administration (FDA, agência reguladora de medicamentos). "Se existem parâmetros éticos para a publicidade de medicamentos e para as pesquisas médicas, por que não para esss programas?", questiona Blenner. No Brasil também não há regulamentação para aplicativos de saúde.