Protocolo sobre microcefalia implantado em Pernambuco pode ser usado em todo o mundo
Os protocolos implantados em Pernambuco sobre como cuidar de bebês com malformações neurológicas podem ser utilizados em outros países. O anúncio foi feito pela diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, durante visita ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), Recife, na manhã desta quarta-feira (24). "Nós vamos disseminar esse trabalho para que todo o mundo possa se beneficiar do excelente trabalho vindo deste país". O Imip é uma das primeiras instituições de saúde de Pernambuco a atender crianças com microcefalia e se tornou referência no estado. Durante a visita, segundo a Agência Brasil, a diretora conversou com pesquisadores e médicos pernambucanos e assistiu a uma apresentação técnica do instituto de medicina, das secretarias de Saúde Estadual e Municipal sobre as ações de combate ao Aedes aegypti e o acompanhamento das pessoas afetadas pelo vírus Zika e demais doenças transmitidas pelo mosquito. Chan lembrou que a Polinésia Francesa passou por um surto semelhante em 2013 e 2014, mas que o território não identificou a relação entre o Zika e os problemas neurológicos, como a microcefalia. De acordo com ela, devido à descoberta, a Polinésia Francesa "olhou para trás" e percebeu o mesmo padrão, o que torna a relação entre zika e microcefalia mais evidente. Ela também parabenizou o Brasil pelo bom trabalho e afirmou que o país não está sozinho.