Pesquisa aponta que cigarro eletrônico não ajuda quem quer deixar de fumar
Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, revelou que quem usa cigarro eletrônico é 28% menos propenso a parar de fumar. O estudo publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine nesta quinta-feira (14) foi obtido a partir de uma revisão sistemática de 38 pesquisas que associam o uso de cigarros eletrônicos com o abandono do hábito de fumar entre adultos, incluindo estudos observacionais e clínicos. Ao contrário do cigarro convencional, o cigarro eletrônico não é feito de tabaco. Embora contenha nicotina, não tem as substâncias cancerígenas do cigarro comum, como o alcatrão e os derivados do benzeno. "Não há dúvidas de que uma tragada em um cigarro eletrônico seja menos perigosa do que uma tragada em um cigarro convencional, o mais perigoso do cigarro eletrônico, contudo, é o fato de que ele pode manter uma pessoa fumando os cigarros tradicionais", disse Stanton Glantz, co-autor do estudo. No Brasil, a venda e a importação - mas não o uso - de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).