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Organização reforça que vacina contra HPV é segura, apesar de ação na Justiça

Foto: Manuella Brandolff/ Palácio Piratini
Após ação do Ministério Público Federal em Minas Gerais para suspensão de uso da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) no Brasil, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou comunicado reforçando que o medicamento é seguro e eficiente. “Após dez anos de uso desta vacina nos programas de imunização de diversos países, há evidências significativas de sua segurança, eficácia e eficiência na prevenção do câncer do colo do útero”, afirmou a entidade. Impetrada no mês passado, a ação do procurador Cléber Eustáquio Neves pediu a proibição da vacina e a suspensão de qualquer campanha de vacinação, sob o argumento de que não há estudos suficientes que comprovem que a vacina protege contra o câncer. A Opas esclareceu, segundo a Agência Brasil, que existem duas vacinas que protegem contra o HPV 16 e 18, a Cervarix e a Gardasil/Silgard. Esses dois tipos do vírus são responsáveis por causar, pelo menos, 70% dos casos de câncer de colo de útero. De acordo com a nota da organização, resultados de ensaios clínicos em todo o mundo mostram que ambas as vacinas são seguras e muito eficazes na prevenção da infecção por esses tipos de vírus. De acordo com a Opas, relatório feito pelo Comitê Global Consultivo sobre Segurança de Vacinas da OMS, que utilizou dados atualizados dos Estados Unidos, Austrália, Japão e dos fabricantes das vacinas, atesta a segurança do produto, que já teve mais de 175 milhões de doses distribuídas no mundo. Sobre os efeitos colaterais graves relatados, como Síndrome de Guillain-Barré, convulsões, Acidente Vascular Cerebral (AVC), tromboembolismo venoso, anafilaxia e outras reações alérgicas, a OPAS diz que foram investigados, mas não foram confirmados.

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