Febre do Oropouche é transmitido por insetos e pode ser confundido com dengue
Especialistas alertam que a febre do Oropouche pode representar até metade dos casos que se pensa serem dengue no Brasil. De acordo com reportagem do jornal O Globo, a doença causa surtos na Amazônia brasileira, incluindo Maranhão e Tocantins. “Os médicos precisam estar atentos. E o Brasil necessita desenvolver um protocolo para síndromes virais, e não apenas dengue, zika e chicungunha. Estamos certos que de 40% a 50% dos casos suspeitos de dengue não são de fato dengue. Médicos e população têm que ser alertados”, afirma o professor Eurico Arruda, do Departamento de Biologia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e especialista na doença. A febre do Oropouche causa sintomas semelhantes aos da dengue e, como esta, não tem tratamento específico. Porém, costuma causar mais dores nos olhos e intensa fotofobia. Que se saiba, o Oropouche não é letal, mas causa de três a cinco dias de dores intensas. É comum também a volta dos sintomas após alguns dias da cura inicial, e em torno de 10% dos pacientes desenvolvem meningite. Como dengue, zika e chicungunha, o Oropouche também é transmitida por insetos. Mas, no caso do Oropouche, o principal vetor é o maruim ou borrachudo, que na verdade é uma pequena mosca hematófaga, muito comum em regiões próximas a florestas e manguezais de quase todo o Brasil. Porém, em testes de laboratório, de acordo com a professora de Virologia Clarissa Damaso, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os mosquitos do gênero Aedes se mostraram capazes de transmitir Oropouche.