Pesquisadores descobrem causa da Esclerose Lateral Amiotrófica
Um dos maiores problemas ligados à inexistência de uma cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a falta de informações sobre a causa da doença. No entanto, essa barreira foi quebrada por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Sergundo o jornal O Globo, o grupo divulgou nesta segunda-feira (29) a primeira descrição científica de como as proteínas neuronais se aglomeram em um composto tóxico que torna a célula doente e, posteriormente, a mata. Para os especialistas, estudo é um passo crucial para o desenvolvimento de novas drogas para tratamento da doença. "Um dos maiores enigmas da saúde tem sido como lidar com doenças neurodegenerativas. Ao contrário de muitos tipos de cânceres e outras condições, nós não temos, no momento, qualquer poder contra essas doenças", afirmou o autor sênior do estudo, Nikolay Dokholyan, à revista Proceedings of the National Academy of Sciences. "Este é um passo importante porque até agora ninguém sabia exatamente quais interações tóxicas estão por trás da morte de neurônios motores em pacientes com ELA", completou Elizabeth Proctor, que é autora principal do estudo. A pesquisa foi desenvolvida durante muitos anos para que o resultado fosse alcançado. Concluiu-se que roteínas SOD1 que se ligaram em trímeros foram letais para as células neuronais motores, enquanto as outras proteínas SOD1 não prejudicaram o organismo. A partir de agora, os cientistas pretendem investigar uma forma de controlar a formação de trímeros.