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Presidente de Comissão do CRO-BA questiona levantamento sobre saúde bucal em Salvador

Por Bruno Luiz

Foto: Free Images
O presidente da Comissão de Saúde Coletiva e Pública do Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CRO-BA) e integrante do Sindicato dos Odontologistas da Bahia (Soeba), Mateus Dias, questionou nesta segunda-feira (26), em entrevista ao Bahia Notícias, o levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que apontou Salvador como a capital nordestina com melhor saúde bucal. Segundo ele, que afirma ter participado da realização do estudo, há erros em sua metodologia. “Os colégios que fizeram parte desse levantamento tem unidades de saúde da família perto. As escolas sorteadas não representam a realidade do bairro. Tem alunos com melhores condições financeiras ou com postos de saúde próximos. Foi utilizado aluno de graduação em Odontologia para fazer o estudo junto a profissionais”, afirmou nesta segunda-feira (26). Para ele, os métodos empregados levaram a um resultado que não revela a realidade da saúde bucal na capital baiana. “A cobertura de saúde bucal na gestão anterior era de 6%. Agora, subiu para 20%. O que subiu de um ano para cá não dava para mudar a realidade da população”, assegurou. Dias apontou, ainda, outras possíveis controvérsias no levantamento. Para ele, os bons resultados na saúde bucal pública apontados pelo estudo da SMS em bairros periféricos e no Subúrbio de Salvador são, “no mínimo, engraçados”. “A população do Subúrbio tem saúde bucal melhor que a da Barra, Vitória. Isso é controverso”, declarou. Segundo o integrante do Seoba, o cenário da saúde bucal pública na capital baiana é insatisfatório. “Nós temos uma cobertura para saúde bucal é de metade saúde da família. Isso cria um verdadeiro caos na odontologia. Isso gerou uma recomendação para que toda a equipe de saúde da família tivesse uma equipe de saúde bucal interligada, que não está sendo cumprida”, declarou. Para ele, não há preocupação da atual gestão em mudar este panorama. “Eu acredito que a gestão precisa compreender a importância do tratamento odontológico. As pessoas que têm baixa renda não conseguem custear o tratamento. Aumentar a cobertura é uma questão de prioridade”, afirmou. 

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