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Ministro lembra importância de segunda e terceira doses de vacina contra HPV

Foto: Agência Brasil
O Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, lembrou nesta sexta-feira (25) a importância de dar continuidade à imunização contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) com a segunda e a terceira doses da vacina. "A nossa mobilização é para fugir do setor saúde e deixarmos o envolvimento com o setor educação. Não se trata de uma campanha, agora se trata de uma rotina. Independente daquelas que tomaram a primeira dose, todas devem vir tomar a vacina", disse o secretário em entrevista à Agência Brasil. Até agosto deste ano, 2,5 milhões de meninas entre 9 e 11 anos foram vacinadas contra HPV, o que representa 50,4% do público-alvo (4,9 milhões). Em 2014, quando a vacina foi disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), 100% do público estimado foi vacinado com a primeira dose, alcançando 5 milhões de meninas de 11 a 13 anos. Entretanto, apenas 3 milhões (60%) procuraram uma unidade de saúde para tomar a segunda dose, sendo que a meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público–alvo. Para Nardi, é fundamental que os pais se conscientizem da importância da imunização, que assegura nível de proteção acima de 90%, para meninas que não iniciaram a vida sexual. "Nós adquirimos 11 milhões de doses de vacinas neste ano para que todas as meninas que já tomaram a primeira dose [tomem a segunda] e as que não tomaram, possam vir para as salas de atendimento iniciar o tratamento", completou. A imunização gratuita contra o HPV é feita em três doses. Após a primeira, a menina recebe a segunda dose seis meses depois, e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil terá em média 15 mil casos de câncer do colo do útero por ano e 5 mil podem vir a óbito por diagnóstico tardio.

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