Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Saúde
Você está em:
/
/
Geral

Notícia

Meta é zerar fila de transplante de córnea e fazer famílias ‘evoluírem’, diz Vilas-Boas

Por Renata Farias / Luiz Fernando Teixeira

Foto: Renata Farias / Bahia Notícias
A expectativa da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) é zerar a fila de transplante de córnea após a implantação da Política Estadual de Transplante de Órgãos e Tecidos, afirmou o titular Fábio Vilas-Boas. De acordo com ele, a Bahia tem duas mil pessoas na fila de transplante de órgãos e há uma dificuldade histórica para reduzir esse número. “Aqui na Bahia, particularmente, por uma série de questões, nós detemos um recorde de negativas de famílias. Cerca de 70% dos órgãos avaliados como possíveis para transplante têm rejeição das famílias por questões religiosas, que acreditam que por um milagre o paciente irá sobreviver, elas se recusam a doar os órgãos”, disse Vilas-Boas. O gestor declarou que será lançada uma campanha educativa para a sociedade baiana “evolua para um estágio superior” e perceba que a doação do órgão seja vista como uma perpetuação da vida do doador. Além disso, o secretário ainda revelou que espera que ainda neste ano o Hospital Ana Nery faça transplante de coração e de pulmão. O secretário disse, ainda, que espera aumentar os atendimentos das centrais de captação em todo estado, principalmente em cidades como Feira de Santana e Itabuna, e anunciou que a meta é ampliar em até 30% as comissões intra-hospitalares de identificação de transplantes. “Nós estamos aportando recursos para que essas equipes que cuidam do pré-transplante sejam remuneradas adequadamente e, com isso, se sintam motivadas a identificarem casos e a levarem a cabo o transplante”, explicou. Questionado sobre qual é a maior carência dentro do setor de transplante na Bahia, Villas-Boas contou que a fila para se obter a doação de um rim é a mais longa. “A média é de dois anos para se conseguir um rim. E essa é a que é mais fácil de se pagar. Nós queremos fazer com que todos os pacientes que são aptos para receber um rim saiam definitivamente da hemodiálise", previu.

Compartilhar