Ao tentar inseminação, casal descobre que espermatozoides armazenados estavam mortos
Após decidir ter um filho, um casal de São Paulo descobriu que não seria possível porque não havia espermatozoides vivos no sêmen que haviam congelado anos antes. O engenheiro aposentado Rodrigo Carvalho descobriu um câncer de estômago e, por conta do tratamento, foi aconselhado pelo médico a congelar seu sêmen. "Não se sabe bem como ele [o medicamento] atua na produção de espermatozoides, mas o que se sabe bem é que ele pode causar problemas na formação do embrião, do feto, então não se recomenda engravidar", explicou o especialista em cirurgia do aparelho digestivo Alexandre Sakano em entrevista à Rede Globo. Como tinha o sonho de ser pai, Rodrigo seguiu a orientação e deixou o sêmen congelado em uma clínica da cidade de Santos. Algum tempo depois, pela necessidade de se mudar para a capital paulista, o casal, que está junto há cerca de seis anos, decidiu transferir também o material. "Nos orientaram a levar um isopor com gelo seco para fazer a transferência do material. Lá a única coisa que eles fizeram foi fazer a gente assinar um termo pela retirada do material", contou a engenheira Juliana Apolo Lopes, esposa de Rodrigo. O documento assinado isenta a clínica de responsabilidade no transporte e por qualquer dano ao material. O problema surgiu há aproximadamente um mês, quando os dois decidiram ter um filho. A clínica de São Paulo deu a notícia de que não havia nenhum espermatozoide vivo no material. Por conta disso, o casal entrou em contato com a clínica onde foi feita a coleta, em Santos. Os responsáveis afirmaram que a ala de reprodução humana foi desativada, por isso a instituição pediu que o casal retirasse o material armazenado. No entanto, Rodrigo e Juliana negaram ter recebido a correspondência e disseram ainda que retirou o material por iniciativa própria. Não há uma explicação de nenhuma das partes sobre o que aconteceu com o sêmen armazenado.