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Para bater meta da ONU, Brasil precisa reduzir mortes por eclâmpsia para 35 a cada 100 mil

Foto: Shutterstock
Um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) - conjunto de metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) - é reduzir o número de óbitos devido à eclampsia em 75% até o fim deste ano. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de óbitos maternos em 2010 era de 68 para cada 100 mil habitantes. Para alcançar a meta, o país precisava chegar a 35 óbitos por 100 mil até o fim de 2015. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza uma taxa de 20 mortes por 100 mil. Nesta quinta-feira (28), Dia Nacional de Luta pela Redução da Morte Materna, especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o acesso ao sistema de saúde por mães e gestantes melhorou no país, mas que é preciso investir no atendimento para garantir mais qualidade. A representante auxiliar do Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), Fernanda Lopes, que acompanha o tema, afirma que as principais causas diretas de morte materna são evitáveis, como a hipertensão, as hemorragias, as infecções e o aborto inseguro. Mesmo assim, esses foram os motivos de 40% das mortes de gestantes no Rio de Janeiro, em 2013, segundo o Comitê Estadual de Morte Materna. Ela recomenda como estratégia para redução de mortes o treinamento de equipes em práticas humanizadoras. "É preciso aprimorar os investimentos para enfrentar as causas que determinam as mortes, [investir] nos profissionais que estão mais ligados aos cuidados com a gestante, orientados por princípios de direitos humanos, mais acesso à informação às mulheres e suas filhas", citou.

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