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Ministério da Saúde não fez pagamento a empresas de André Vargas, diz Chioro

Foto: Agência Brasil
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta segunda-feira (13) que a pasta não fez pagamentos às empresas do ex-deputado Federal André Vargas, preso na 11ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.  Segundo o ministro, as agências que prestam serviços ao ministério em campanhas de publicidade podem subcontratar os serviços, mas os repasses são feitos somente após a aprovação técnica e de conteúdo pelo ministério. A questão das subcontratações é investigada pela Polícia Federal. De acordo com o ministro, 27 notas fiscais foram pagas pelo ministério a quatro empresas  subcontratadas pela Borghi/Lowe, durante 2010 e 2014, que somam R$ 2,6 milhões. O valor foi repassado porque os serviços foram efetivamente prestados, no entanto,  uma sindicância aberta pela pasta vai fazer uma varredura nos pagamentos. "A modalidade de subcontratação é prevista na legislação. O levantamento preliminar mostra 27 produtos efetivamente apresentados e atestados pela equipe técnica do Ministério da Saúde. Portanto, eles [contratos] não são invenções, eles foram efetivamente prestados dentro da legalidade do contrato que nós dispomos. Nós não podemos fazer qualquer consideração da relação entre o ente privado com outro ente privado. O que nós podemos dizer é que, na relação do Ministério da Saúde com as agências de publicidade contratadas, a subcontratação é prevista, os pagamentos estão, absolutamente, dentro dos padrões estabelecidos, com os preços estabelecidos", esclareceu o ministro à Agência Brasil. Em entrevista coletiva, Chioro também negou a omissão de informações, apontada pelo juiz Sérgio Moro, sobre o suposto encontro entre o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, o doleiro Alberto Youssef e André Vargas para tratar de negociações entre o Laboratório Labogen, controlado pelo doleiro, com a pasta.  O ministro explicou que o suposto encontro não foi informado ao juiz porque não está registrado no ministério.

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