Minicérebros contribuirão para estudos sobre esquizofrenia no Brasil
Organoides cerebrais humanos, chamados de minicérebros, tem sido usados em um estudo pioneiro no Brasil sobre esquizofrenia. Criadas na Áustria, em 2013, as estruturas têm apenas dois milímetro e funciona como uma pequena réplica do cérebro para utilizada para identificar a origem de doenças neurológicas e o desenvolvimento do sistema nervoso. "É uma nova maneira de olhar para nosso próprio interior. Este fantástico modelo abre possibilidades para estudar em tempo real aquilo que acontece durante a formação do cérebro, incluindo alterações de desenvolvimento cujas consequências irão se manifestar mais adiante na vida", afirmou o pesquisador do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, Stevens Rehen, ao jornal O Globo. Antes dos minicérebros, só havia duas possibilidades para realizar estudos sobre esquizofrenia: em camundongos ou humanos mortos. A partir de agora, será possível observar eventuais alterações no desenvolvimento da doença. "Colocamos estas células-tronco reprogramadas em um frasco de vidro que está sempre em movimento", descreveu Rehen sobre o procedimento. Cada paciente terá análises individualizadas de suas células durante as pesquisas.